Finalmente está marcada a data para a assinatura do contrato de montagem eletromecânica da Usina Nuclear Angra 3. Será na próxima terça-feira, dia 2 de setembro. Depois de uma longuíssima via crúcis, com direito a muitos processos judiciais, questionamentos do Tribunal de Contas da União e novas negociações, as empresas poderão começar a trabalhar. No início de junho os consórcios se uniram e chegaram a um acordo com a Eletronuclear, que queria um desconto de 15% no valor total, mas aceitou fechar em 6%. A assinatura ficou para depois da Copa do Mundo e agora será levada a cabo.
O preço final ficou em R$ 2,63 bilhões de reais, um desconto de mais de R$ 163 milhões. O consórcio responsável pela montagem da usina é composto por EBE, Techint, Queiroz Galvão, que inicialmente tinham ficado com os serviços associados aos sistemas nucleares, e a Andrade Gutierrez, a Odebrecht, a Camargo Corrêa e a UTC Engenharia, que eram responsáveis pelas obras dos sistemas convencionais. O prazo inicial para a usina entrar em operação seria 2018, depois da decisão da mudança no projeto que passou de analógico para digitas, aumentando ainda mais a sua segurança. Com mais o atraso para a assinatura do contrato de montagem, especialistas acreditam qu
e a operação será iniciada somente em 2019.
A usina nuclear Angra 3 fará parte da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis, e terá capacidade para gerar 1.405 MW. A Central Nuclear já conta com as usinas Angra 1, com potência de 640 MW, e Angra 2, de 1.350 MW, que somadas geram o equivalente a um terço do consumo de energia elétrica do estado do Rio de Janeiro e representam 3% da geração nacional. A primeira foi inaugurada em 1985 e a segunda, em 2001.
Fonte: petronoticias.com.br







0 comentários:
Postar um comentário