O acidente com a plataforma da British Petroleum no Golfo do México vem causando prejuízos financeiros para a petrolífera que tenta de todas as maneiras conter o vazamento na costa dos Estados Unidos. Mas, nem só a BP pode sair como principal prejudicada nessa história. Especialistas do setor afirmam que o acidente vai elevar os custos de exploração dos campos do pré-sal. Na opinião deles, o vazamento, que já consumiu mais de 530 milhões de euros na tentativa de minimizar os danos, vai elevar o custo dos seguros relacionados à exploração de petróleo.
A Petrobras ainda não fala sobre o tema, alegando que seus contratos de seguros vencem no ano que vem. Mas, a maior exigência por parte de seguradores e resseguradores deverá influir na cotação dos preços para a extração de petróleo em águas profundas. Especialistas da área afirmam que o mercado de seguros de “Energy” endureceu em razão das elevadas perdas consequentes do acidente nos Estados Unidos e pelo princípio do “mutualismo” que funciona na prática.
A expectativa é que as empresas que forem renovar seus seguros para as atividades exploratórias, desde coberturas para controle de poços até àquelas direcionadas para proteger plataformas e outros tipos de equipamentos, estarão sujeitas à elevação das taxas e dos prêmios de seguros. As companhias de petróleo também serão mais exigidas em relação ao detalhamento dos riscos e qualidade da segurança das operações. A opinião é compartilhada por Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Para ele, assim como a geração de energia nuclear é acompanhada por rigorosas regras de segurança, a exploração de petróleo seguirá no mesmo caminho.
Adriano lembra ainda as semelhanças entre a operação no Golfo do México e as que serão realizadas nos campos do pré-sal. “As plataformas são idênticas, não têm tecnologia diferente. O que não é igual é a profundidade. O poço da BP está a 1,6 mil metros de profundidade, enquanto que o pré-sal fica entre quatro e sete mil metros abaixo do nível do mar”, ressaltou.
O empresário Eike Batista, dono do grupo de investimentos EBX, que tem negócios nas áreas de mineração e petróleo, concorda com a opinião dos especialistas afirmando que o acidente vai encarecer os custos das empresas petrolíferas que vão explorar os campos do pré-sal. Segundo ele, nada que inviabilize o negócio de exploração de petróleo em camadas mais profundas, mas as companhias terão que gastar mais para criar sistemas redundantes de segurança para evitar situações que acabaram causando a explosão e o vazamento na plataforma de petróleo da inglesa British Petroleum (BP). “Aumenta o custo com certeza, mas não é nada que impeça que o pré-sal seja um negócio interessante”, disse Eike.
Nicomex Notícias – Redação
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