As notícias acerca da exploração na camada do pré-sal foram muito positivas na última semana. Logo na terça-feira, dia 01, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia, divulgou os editais no valor de R$ 130 milhões para financiamento de pesquisas que tenham como objetivo o desenvolvimento de tecnologias para exploração do petróleo da camada pré-sal. De acordo com o ministério, serão duas chamadas públicas. A primeira, no valor de R$ 100 milhões, beneficiará projetos de empresas e institutos de ciência e tecnologia em setores como válvulas, conexões, naval e automação. A outra chamada, de R$ 30 milhões, vai beneficiar estudos sobre adequação de laboratórios científicos com o objetivo de atender às demandas das empresas de petróleo e gás.
Já na quarta-feira, dia 02, destaque para a notícia de que para explorar as reservas de petróleo do pré-sal, a Petrobras terá de superar um entrave: o aumento do custo de extração do petróleo, que triplicou entre 2003 e 2008 e que tende a subir ainda mais após o vazamento de óleo da petroleira britânica BP no Golfo do México (EUA). A avaliação é de Helder Queiroz, professor da UFRJ e consultor do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). De2003 a 2008, o custo de extração do barril no Brasil passou de US$ 3,42 para US$ 10,42, segundo estudo do Ipea, órgão ligado à Presidência da República. Para Queiroz, o acidente da BP levará "toda a indústria em escala global" a exigir um novo padrão de exploração e produção e de desenvolvimento de plataformas e outros equipamentos mais seguros, além de mais caros.
Entre 2003 e 2008, dois fatores, diz o estudo, já haviam provocado o aumento do custo: a escassez de equipamentos e serviços e a descoberta de óleo em águas cada vez mais profundas, onde o custo de produção é maior. Tal cenário, diz Queiroz, deve resultar num incremento do custo de extração, que é compatível com o atual nível de preço do barril de óleo - entre US$ 85 e US$90. A profundidade de 7.000 metros e a 300 km da costa, as reservas do pré-sal se encaixam no perfil de descobertas mais difíceis de explorar. Sem produção em escala comercial na bacia de Santos, no entanto, a nova província não havia provocado impacto sobre os custos de extração até 2008.
Petrobras descobre mais óleo no pré-sal
Na sexta-feira, dia04, a Petrobras comunicou uma nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos. Com a perfuração do prospecto Brava, a empresa revelou nova acumulação de óleo leve, em área próxima da infraestrutura instalada dos campos de Marlim e Voador. "A acumulação descoberta nos reservatórios carbonáticos de idade aptiana encontra-se a 4.460 metros de profundidade. Foram perfurados cerca de 5.000 metros , dos quais 1.000 metros de sal, para atingir o reservatório", disse em nota. A estatal comunicou que a descoberta deve estar em plano de avaliação que será levado à Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br
Já na quarta-feira, dia 02, destaque para a notícia de que para explorar as reservas de petróleo do pré-sal, a Petrobras terá de superar um entrave: o aumento do custo de extração do petróleo, que triplicou entre 2003 e 2008 e que tende a subir ainda mais após o vazamento de óleo da petroleira britânica BP no Golfo do México (EUA). A avaliação é de Helder Queiroz, professor da UFRJ e consultor do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). De
Entre 2003 e 2008, dois fatores, diz o estudo, já haviam provocado o aumento do custo: a escassez de equipamentos e serviços e a descoberta de óleo em águas cada vez mais profundas, onde o custo de produção é maior. Tal cenário, diz Queiroz, deve resultar num incremento do custo de extração, que é compatível com o atual nível de preço do barril de óleo - entre US$ 85 e US$
Petrobras descobre mais óleo no pré-sal
Na sexta-feira, dia
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