
Na última semana, foi realizado no Rio de Janeiro, o Congresso Pré-Sal Brasil 2010, que contou com autoridades e especialistas do setor de petróleo e gás, entre eles o Secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo, Márcio Félix, o presidente da Firjan e ex presidente da Petrobras, Armando Guedes Coelho, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim e o deputado Brizola Neto que também é presidente do Comitê de Estruturação da Petro-Sal. O objetivo do evento era debater sobre os principais assuntos do setor, entre eles, as novas descobertas e estimativas do potencial total das reservas do pré-sal e sobre o marco regulatório para a exploração daquela região.
O Secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo, Márcio Félix, foi o primeiro a se apresentar no evento e falou sobre as expectativas e os investimentos no setor de óleo e gás que estão sendo realizados no Estado do Espírito Santo (ES). “O nosso estado produz atualmente cerca de 220 mil barris de petróleo por dia, essa quantidade é a mesma das regiões norte e nordeste do país. Com a exploração nos campos do pré-sal, nossa estimativa é que a nossa produção chegue aos 300 mil bdp já no fim deste ano”, afirmou. Segundo o secretário, há uma previsão de R$ 65 bilhões em investimentos no estado até 2014. No fim de sua palestra, o executivo falou ainda sobre a divisão dos royalties do petróleo, mas não quis ser muito firme em sua opinião. “Esperamos que a solução encontrada pelo Congresso seja benéfica para todos”, finalizou.
Logo em seguida, subiu ao palco Armando Guedes, que fez todo um panorama do setor, apresentando os benefícios e riscos que a descoberta do pré-sal pode trazer ao país. O presidente da Firjan não se mostrou cauteloso e foi bem enfático em seus comentários, ressaltando a nova posição do Brasil no setor petrolífero. “O pré-sal é um grande acontecimento que ocorreu para o nosso país. É muito pouco provável que este feito ocorra em outro lugar do mundo. Eu colocaria o Brasil entre o 4º e 5º país com maior reserva de petróleo no mundo”, ressaltou Guedes. A expectativa do ex-presidente da Petrobras é que até 2014 o Brasil passe dos 2 para os 4 milhões de barris produzidos em seus campos, ficando atrás apenas de Arábia Saudita e Rússia, e se equivalendo ao Irã.
No fim, Armando chamou os representantes de empresas estrangeiras a investirem e se instalarem no Brasil, mas lembrou que o empresariado precisa ter confiança nos projetos desenvolvidos a partir do pré-sal. “O pré-sal é um projeto estratégico de longa duração, que pode durar de 20 a 30 anos. Se esta riqueza for gerida de maneira correta, o Brasil tem tudo para se posicionar entre as maiores economias do mundo, podendo chegar a ser os Estados Unidos do século XXI”. O executivo lembrou ainda que os desafios para exploração e desenvolvimento desses campos irão aparecer. “O marco regulatório é preciso ser visto com cautela, pois é um assunto complexo, investimentos no desenvolvimento da cadeia de petróleo e a escassez da mão de obra são assuntos que precisam de cuidado.
Um assunto que não poderia deixar se ser citado durante o Congresso foi a explosão da plataforma DeepWater Horizon, da operadora British Petroleum (BP), no Golfo do México. Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, o vazamento de petróleo nos EUA pode gerar oportunidades para o setor no Brasil, em especial para o pré-sal. Tolmasquim explicou que por conta da suspensão de todas as operações na área, determinada pelo governo norte-americano, há no momento uma disponibilidade maior de sondas e equipamentos de exploração de petróleo no mercado. A outra oportunidade destacada pelo presidente da EPE diz respeito ao aumento do preço do petróleo em decorrência do acidente.
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br
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