O início da última semana foi marcado pela declaração do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que afirmaram, após reunião com o presidente Lula, que vão tentar votar o quanto antes na Câmara, a criação do Fundo Social, além do modelo de partilha na produção de petróleo na camada pré-sal, sem incluir a divisão dos royalties. Porém, a votação não pôde acontecer devido ao começo das festas juninas no Nordeste, que acabaram esvaziando o Congresso. A decisão do governo é de retirar, na Câmara, a emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) aprovada no Senado, que divide igualitariamente os royalties do petróleo. Este tema, segundo Padilha, não tem de ser discutido agora, mas apenas depois das eleições deste ano.
Na quarta-feira, dia 23, destaque para o anúncio da Petrobras que descobriu indícios de óleo no pré-sal no campo de Albacora Leste, em águas profundas da bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro. O poço no qual ocorreu a descoberta foi o 6-ABL-57D-RJS, em lâmina dágua de 1.956 metros e profundidade de 4.536 metros. Em comunicado, a estatal afirmou que “as estimativas preliminares sugerem acumulação de óleo leve e de boa qualidade, mas será necessária nova perfuração para avaliar volumes, extensão e produtividade desses reservatórios, bem como a possibilidade de aproveitar a infraestrutura de produção e escoamento existente na área, diz o documento enviado pela empresa ao mercado. O campo é operado pela Petrobras, que detém participação de 90%. Sua parceira é a espanhola Repsol, com 10%.
No dia seguinte, a Petrobras voltou à público para informar que decidiu antecipar a produção de reservas do pré-sal no campo de Baleia Azul, no Espírito Santo. A medida faz parte de uma política de antecipações do pré-sal adotada no novo plano de investimentos da companhia, anunciado ontem, dia 21. Segundo o documento, o projeto Baleia Azul entrará em produção em 2012, com capacidade de 100 mil barris por dia. Além de Baleia Azul, outros sete projetos do pré-sal entrarão em produção no período do plano estratégico: Cachalote, piloto de Tupi, os testes de longa duração de Tupi Nordeste, Guará e Tiro (estes em 2010) e os pilotos de Guará (2013) e Tupi Nordeste (2014).
A antecipação dos projetos levou a empresa a rever a curva de produção do pré-sal, que atingirá seu pico antes do projetado anteriormente. Por isso, a produção projetada para 2014 é maior do que no plano anterior, chegando a 241 mil barris por dia. Já a estimativa para 2020 foi reduzida, de 1,8 mil para 1,078 mil barris por dia, diante das perspectivas de depleção dos reservatórios. Em teleconferência com analistas, porém, a direção da empresa reforçou que essa estimativa contempla apenas as descobertas já feitas e que pode ser revista para cima a partir de novas descobertas no pré-sal.
Potencial de Tupi é confirmado por novo poço
Já na quinta-feira, dia 24, a estatal informou que a perfuração do sétimo poço na área de Tupi acabou por confirmar o potencial de petróleo leve no pré-sal da Bacia de Santos. O poço 3-RJS-674, conhecido como Tupi Alto comprovou a descoberta de óleo ainda mais leve – cerca de 30° API – mais do que a média de outros locais de Tupi – cerca de 28° API. A constatação foi obtida através de perfuração em posição estrutural mais elevada e amostragens em teste a cabo. De acordo com essas informações ficam reforçadas as estimativas do potencial de 5 a 8 bilhões de barris de óleo leve e gás natural recuperável nos reservatórios do pré-sal da região. O poço está localizado na área do Plano de Avaliação de Tupi, em lâmina d’água de 2.111 metros, a cerca de 275 km da costa do Rio de Janeiro e a 12 km a nordeste do poço descobridor Tupi – 1-RJS-628.
Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br
Na quarta-feira, dia 23, destaque para o anúncio da Petrobras que descobriu indícios de óleo no pré-sal no campo de Albacora Leste, em águas profundas da bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro. O poço no qual ocorreu a descoberta foi o 6-ABL-57D-RJS, em lâmina dágua de 1.956 metros e profundidade de 4.536 metros. Em comunicado, a estatal afirmou que “as estimativas preliminares sugerem acumulação de óleo leve e de boa qualidade, mas será necessária nova perfuração para avaliar volumes, extensão e produtividade desses reservatórios, bem como a possibilidade de aproveitar a infraestrutura de produção e escoamento existente na área, diz o documento enviado pela empresa ao mercado. O campo é operado pela Petrobras, que detém participação de 90%. Sua parceira é a espanhola Repsol, com 10%.
No dia seguinte, a Petrobras voltou à público para informar que decidiu antecipar a produção de reservas do pré-sal no campo de Baleia Azul, no Espírito Santo. A medida faz parte de uma política de antecipações do pré-sal adotada no novo plano de investimentos da companhia, anunciado ontem, dia 21. Segundo o documento, o projeto Baleia Azul entrará em produção em 2012, com capacidade de 100 mil barris por dia. Além de Baleia Azul, outros sete projetos do pré-sal entrarão em produção no período do plano estratégico: Cachalote, piloto de Tupi, os testes de longa duração de Tupi Nordeste, Guará e Tiro (estes em 2010) e os pilotos de Guará (2013) e Tupi Nordeste (2014).
A antecipação dos projetos levou a empresa a rever a curva de produção do pré-sal, que atingirá seu pico antes do projetado anteriormente. Por isso, a produção projetada para 2014 é maior do que no plano anterior, chegando a 241 mil barris por dia. Já a estimativa para 2020 foi reduzida, de 1,8 mil para 1,078 mil barris por dia, diante das perspectivas de depleção dos reservatórios. Em teleconferência com analistas, porém, a direção da empresa reforçou que essa estimativa contempla apenas as descobertas já feitas e que pode ser revista para cima a partir de novas descobertas no pré-sal.
Potencial de Tupi é confirmado por novo poço
Já na quinta-feira, dia 24, a estatal informou que a perfuração do sétimo poço na área de Tupi acabou por confirmar o potencial de petróleo leve no pré-sal da Bacia de Santos. O poço 3-RJS-674, conhecido como Tupi Alto comprovou a descoberta de óleo ainda mais leve – cerca de 30° API – mais do que a média de outros locais de Tupi – cerca de 28° API. A constatação foi obtida através de perfuração em posição estrutural mais elevada e amostragens em teste a cabo. De acordo com essas informações ficam reforçadas as estimativas do potencial de 5 a 8 bilhões de barris de óleo leve e gás natural recuperável nos reservatórios do pré-sal da região. O poço está localizado na área do Plano de Avaliação de Tupi, em lâmina d’água de 2.111 metros, a cerca de 275 km da costa do Rio de Janeiro e a 12 km a nordeste do poço descobridor Tupi – 1-RJS-628.
Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br








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