A última semana do setor petrolífero começou com a notícia de que o vazamento no Golfo do México já caiu pela metade. Segundo informe da britânica British Petroleum (BP), o fluxo de óleo já foi reduzido em 1.500 barris por dia, desde o dia 20 de abril, data da explosão na plataforma Deepwater Horizon. Esse volume corresponde a 50% do que escapa diariamente para o meio ambiente, em torno de 12 mil e 19 mil barris por dia. Apesar desse esforço, a Guarda Costeira dos EUA informou que levará anos para sanar a catástrofe ambiental causada pelo pior vazamento da História.
Na terça-feira, dia 08, o Rio de Janeiro foi sede do Congresso Pré-Sal Brasil. O evento contaria com a abertura do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que, no entanto, não compareceu. A estatal justificou a falta alegando que a empresa está em período de silêncio, no qual nenhum funcionário está autorizado a prestar esclarecimentos ou discutir com qualquer público assuntos relativos à oferta pública de ações da Petrobras.
No dia seguinte, a empresa norueguesa Statoil informou ao mercado que continua interessada em expandir sua atuação no Brasil. Durante IAEE"s Rio 2010 International Conference, evento organizado pela Associação Internacional de Economia em Energia, o vice-presidente de Estratégia Internacional da companhia, Ivan Sandrea, afirmou que a companhia não descarta a possibilidade de comprar participações em blocos exploratórios na costa brasileira. Sandrea ainda enfatizou que não teme que as mudanças nas leis brasileiras acerca do pré-sal afastem a Statoil do país e crê que o governo irá manter o nível de atratividade nacional.
Ainda na IAEE"s Rio 2010 International Conference, o diretor-geral da EIA (Energy Information Administration), Richard Newell, apresentou projeções que colocam o Brasil em posição de destaque pela primeira vez no relatório de longo prazo da agência americana. O anúncio foi destaque na mídia na quinta-feira, dia 10, e trouxe o país como uma das principais promessas de crescimento da produção de petróleo até 2035, ao lado do Cazaquistão e da Rússia. Os três lideram o crescimento da produção no grupo de países que não integram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com estimativas de cerca de 6 milhões de barris por dia (bpd), em 2035.
Efeitos do Golfo do México
Na quinta-feira, dia 10, os jornais destacaram o ultimato dado pelo governo norte-americano, informando que a BP teria um prazo de 72 horas para apresentar um plano detalhado sobre como deterá o vazamento no Golfo do México. Fechando a semana, na sexta-feira, dia 11, foi noticiado que o vazamento de petróleo no Golfo do México pode colocar em risco o crescimento da produção em águas profundas no Brasil, Angola e Nigéria. A análise foi feita pela AIE, levando em consideração que o desastre nos EUA vai levar países a examinarem processos de produção e mecanismos de segurança.
Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br








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