Na última semana, durante o Seminário IAEE's Rio 2010 International Conference, realizado no Rio de Janeiro, Majid Al-Moneef, diretor-geral para a Arábia Saudita da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), declarou que a entrada do Brasil na organização está próxima e só depende do país. Segundo Moneef, o Brasil ainda não tem um nível de produção alto, mas com as projeções das reservas do pré-sal isso mudará.
Moneef citou o cálculo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de que o País exportará dois milhões de barris diários de petróleo até 2010. A expectativa é de que a produção salte de 2,2 milhões por dia em 2010 para cinco milhões de barris por dia em 2019. “O Brasil ainda não tem um potencial grande de produção de óleo e gás, mas terá em alguns anos e será bem-vindo”, declarou o diretor-geral no Seminário IAEE’s.
A OPEP é uma instituição de muita importância no mercado de petróleo. Ao unir em um único direcionamento, países com as maiores reservas de petróleo do mundo, a Organização acabou virando uma potência política e econômica. Apesar de ter reservas respeitáveis, o Brasil ainda não participa da Opep, mas sempre almejou um espaço, podendo assim fazer parte de um grupo forte, além de proteger sua economia de mudanças súbitas e alheias as suas necessidades.
Opep que mudar sua imagem no mercado
A OPEP foi criada em 14 de Setembro de 1960 como uma forma dos países produtores de petróleo se fortalecerem frente às empresas compradoras do produto, em sua grande maioria pertencentes aos Estados Unidos, Inglaterra e Países Baixos, que exigiam cada vez mais uma redução maior nos preços do petróleo. Atualmente, a organização tem 12 países – membros, entre eles Angola, Venezuela e o maior produtor do mundo, a Arábia Saudita. Na década de 70, se envolveu no conflito árabe-israelense, ao aumentar os preços do petróleo e controlar números de produção. Além de alguns países simplesmente se recusarem a exportar petróleo para o Ocidente, criando a crise do petróleo que se alastrou pelo mundo.Após essas ações o grupo ficou conhecido como um cartel, já que atua inclusive como reguladora de preços, ditando regras para o mercado de petróleo.
Majid Al-Moneef porém, diz que luta para que essa imagem não seja mais passada e que a Opep seja reconhecida como uma instituição necessária para a regulamentação do mercado. “Quando se rotula algo, você não quer saber mais sobre esse. Seu interesse acaba ali. É importante quebrarmos esse paradigma e que o mercado reconheça a importância da Organização, inclusive em casos como o acidente no Golfo do México, onde nós poderíamos atuar regulamentando e fiscalizando ações exploratórias”, disse Majid Al-Moneef.
Por Carla Viveiros








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