A última semana no setor de gás natural começou agitada com o anúncio da diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, que informou que a estatal deverá definir até março do próximo ano a solução logística que será aplicada para escoar o gás natural que será produzido, associado ao petróleo, no campo de Tupi, no pré-sal da bacia de Santos.
A executiva disse ainda que, atualmente, por uma questão de flexibilidade, há uma certa preferência para a construção de terminais offshore de liquefação do gás, ao lado das plataformas de produção. Nessas unidades, a Petrobras poderia transformar, ainda no mar, o gás natural para o estado líquido, o que facilitaria seu transporte por meio de navios, tanto para a exportação quanto para a venda no próprio mercado brasileiro. Outra possibilidade também em estudo pela empresa é a tradicional, que consiste na construção de grandes gasodutos para transportar o gás até terra firme.
Na quarta-feira, dia 16, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que a companhia de gás natural do país, o OAO Gazprom, pode reduzir o fornecimento do combustível à vizinha Bielorrússia se o governo deste país não pagar a dívida o quanto antes. “Daremos aos colegas bielorrusos cinco dias para decidirem como lidar com a situação”, disse Medvedev ao executivo-chefe da Gazprom, Alexei Miller, em conversa que foi televisionada. “Se isto não for feito, então outras medidas serão aplicadas”. A Gazprom divulgou no mês passado que a Bielorrúsia lhe devia cerca de US$ 200 milhões pelo fornecimento de gás e que a dívida deve subir para US$ 500 milhões a US$ 600 milhões até o fim do ano.
“O Peru não é um país petroleiro”
No dia seguinte, destaque para a notícia de que milhares de pessoas se mobilizaram em Lima e em diferentes regiões do sul do Peru, como parte de uma paralisação para protestar contra a exportação de gás natural da reserva de Camisea, no departamento de Cuzco, para o México. Os moradores de Cuzco, Arequipa, Puno, Tacna, Madre de Dios e Apurímac bloquearam estradas para exigir que o governo priorize o gás para consumo interno e não para comercialização com outros países. A esse respeito, o presidente Alan García disse que o assunto se converteu em um "tema eleitoral", visando aos pleitos regionais e municipais, previstos para o dia 3 de outubro, e também aos presidenciais e legislativos, marcados para abril de 2011.
Em contrapartida, o dirigente da Confederação Geral de Trabalhadores do Peru, Manuel Cortez, disse que "os peruanos não permitirão que seja levado o gás natural". "O Peru não é um país petroleiro, e com o gás de Camisea poderíamos potencializar o desenvolvimento industrial com instalação de petroquímicas, assim como o uso doméstico em veículos", afirmou. Cortez disse ainda que "nenhuma molécula de gás deve ser exportada", e afirmou que "o senhor García não tem apreço nem carinho pelo nosso Peru".
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br
A executiva disse ainda que, atualmente, por uma questão de flexibilidade, há uma certa preferência para a construção de terminais offshore de liquefação do gás, ao lado das plataformas de produção. Nessas unidades, a Petrobras poderia transformar, ainda no mar, o gás natural para o estado líquido, o que facilitaria seu transporte por meio de navios, tanto para a exportação quanto para a venda no próprio mercado brasileiro. Outra possibilidade também em estudo pela empresa é a tradicional, que consiste na construção de grandes gasodutos para transportar o gás até terra firme.
Na quarta-feira, dia 16, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que a companhia de gás natural do país, o OAO Gazprom, pode reduzir o fornecimento do combustível à vizinha Bielorrússia se o governo deste país não pagar a dívida o quanto antes. “Daremos aos colegas bielorrusos cinco dias para decidirem como lidar com a situação”, disse Medvedev ao executivo-chefe da Gazprom, Alexei Miller, em conversa que foi televisionada. “Se isto não for feito, então outras medidas serão aplicadas”. A Gazprom divulgou no mês passado que a Bielorrúsia lhe devia cerca de US$ 200 milhões pelo fornecimento de gás e que a dívida deve subir para US$ 500 milhões a US$ 600 milhões até o fim do ano.
“O Peru não é um país petroleiro”
No dia seguinte, destaque para a notícia de que milhares de pessoas se mobilizaram em Lima e em diferentes regiões do sul do Peru, como parte de uma paralisação para protestar contra a exportação de gás natural da reserva de Camisea, no departamento de Cuzco, para o México. Os moradores de Cuzco, Arequipa, Puno, Tacna, Madre de Dios e Apurímac bloquearam estradas para exigir que o governo priorize o gás para consumo interno e não para comercialização com outros países. A esse respeito, o presidente Alan García disse que o assunto se converteu em um "tema eleitoral", visando aos pleitos regionais e municipais, previstos para o dia 3 de outubro, e também aos presidenciais e legislativos, marcados para abril de 2011.
Em contrapartida, o dirigente da Confederação Geral de Trabalhadores do Peru, Manuel Cortez, disse que "os peruanos não permitirão que seja levado o gás natural". "O Peru não é um país petroleiro, e com o gás de Camisea poderíamos potencializar o desenvolvimento industrial com instalação de petroquímicas, assim como o uso doméstico em veículos", afirmou. Cortez disse ainda que "nenhuma molécula de gás deve ser exportada", e afirmou que "o senhor García não tem apreço nem carinho pelo nosso Peru".
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br








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