Os investimentos da Petrobras na construção de uma rede nacional de gasodutos totalmente interligada foi um tema ressaltado pelo presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, durante a inauguração, na última segunda-feira, dia 14, do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte (Gasbel II), empreendimento que recebeu R$ 1,28 bilhão e gerou cerca de 22 mil empregos diretos e indiretos. O projeto que faz parte do pacote de obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), tem 267 quilômetros de extensão, 18 polegadas de diâmetro e capacidade para transportar cinco milhões de metros cúbicos diários.
O gasoduto, que liga Volta Redonda (RJ) a Queluzito (MG), incrementa a capacidade de transporte de gás natural para a região metropolitana de Belo Horizonte e para o Vale do Aço, regiões que concentram indústrias dos setores de mineração, siderurgia e celulose. A obra garante ainda, gás natural para o funcionamento simultâneo das usinas termelétricas Aureliano Chaves, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, e de Juiz de Fora. Juntas elas consomem 1,5 milhão de metros cúbicos por dia de gás natural.
Durante o evento de inauguração, Gabrielli ressaltou a importância do novo gasoduto no volume de entrega de gás em Minas Gerais. “O Estado sai de um pouco mais de três milhões de m³/dia de capacidade de entrega para 12,9 milhões de m³/dia." Até dezembro de 2009, o estado mineiro tinha apenas um gasoduto, o Gasbel I, que já opera desde 1994 com capacidade de transporte quatro vezes menor. A entrada em operação de dois novos gasodutos neste ano - o Paulínia-Jacutinga, em janeiro, e agora o Gasbel II - aumenta a rede de gasodutos que atende o estado, passando de 357 quilômetros para 717 quilômetros de extensão.
Gabrielli destacou, em seu discurso, os investimentos da Companhia na construção de uma rede nacional de gasodutos totalmente interligada. “A Petrobras se dedicou, nos últimos anos, a montar uma rede nacional de gasodutos que permitisse o transporte, no país inteiro, do gás que está no Ceará ou no Mato Grosso, ou o gás que está em Pelotas, no Rio de janeiro ou em Santos. Fizemos o Gasene, que interliga a malha do sudeste com a do Nordeste brasileiro. Hoje, a malha dentro de Minas Gerais é de 717 Km em operação. Além destes, temos que somar mais 760 Km da rede de distribuição estadual,” ressaltou o presidente da Petrobras.
Expansão da rede de dutos
A expansão da rede de transporte em Minas Gerais é parte do projeto da Petrobras de promover o crescimento da indústria de gás natural do Brasil. A ampliação na malha da região Sudeste permite que o gás natural a ser transportado pelo Gasbel II tenha várias fontes de suprimento. Da produção nacional, o gás natural para Minas Gerais pode ser advindo das bacias de Campos e do Espírito Santo, bem como da Bacia de Santos, quando da conclusão do gasoduto Caraguatatuba-Taubaté (Gastau). O gás natural também poderá ser importado da Bolívia, transportado pelo Gasbol, ou de outros países, por meio do Terminal de Regaseificação de GNL da Baía de Guanabara (RJ), inaugurado em março de 2009.
Nicomex Notícias – Redação
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