A Petrobras não detém mais o monopólio da exploração de petróleo há 12 anos. Apesar da iniciativa ter sido voltada para a abertura do mercado, as pequenas e médias empresas exploradoras de petróleo ainda lutam para achar um lugar no mercado. A falta de oportunidades nas rodadas dos leilões é a maior reclamação das companhias que para continuar atuando, acabam por se associar para assim explorar as concessões adquiridas.
Não só a necessidade de associação se mostra como um obstáculo, outro grande problema é a falta de licitações de área por parte da Agência Nacional do Petróleo (ANP), tornando a única oportunidade de se explorar petróleo ou gás no Brasil, seja através da aquisição de áreas já licitadas, procedimento conhecido no mercado como farm in”. Esse processo gera um aumento de preços das áreas que hoje estão sendo ofertadas, e favorece negociações de empresas maiores, como a OGX, que colocou 20% de alguns ativos na bacia de Campos à venda. Outra beneficiada por esse movimento foi a Oil M&S que se tornou a maior detentora de áreas (112.961 quilômetros quadrados, o equivalente ao território da Inglaterra) depois da 7ª Rodada, realizada em 2005.
A Oil M&S gastou R$ 430 mil na aquisição, sempre pelo valor mínimo, de 22 blocos na bacia do São Francisco e 21 blocos na bacia de Solimões (Amazonas). Em 2009, vendeu todas as áreas para a Petra Energia, uma empresa do grupo STR. A Petra revendeu 51% dos blocos na Amazônia para a HRT Oil & Gas que as adquiriu por US$ 30 milhões, o que significa uma valorização de 68.000% em relação ao preço mínimo do leilão. Se as empresas de maior porte que já produzem petróleo fecham negócios bilionários, a situação das companhias menores é mais complicada. Exemplo extremo é da Geobrás, que fez sua estréia em 2005, na 7ª Rodada. Ela arrematou nove blocos na bacia do São Francisco (MG), mas não teve fôlego para ir adiante e sequer assinou o contrato de concessão com a ANP.
Dos 235 campos produzindo em terra no Brasil, 194 são operados pela Petrobras e apenas 31 estão nas mãos de pequenas empresas. Dados da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) mostram que as pequenas empresas produzem apenas 1,5 mil barris de petróleo e gás por dia - contra 2 milhões de barris diários da Petrobras - apesar de terem investido US$ 2 bilhões entre 2005 e 2009.
Exploração do pré-sal gera expectativas
A exploração do pré-sal está trazendo dúvidas e expectativas aos produtores independentes de petróleo. Eles temem que, ao já ter garantido um vasto portfólio de projetos no pré-sal, a Petrobras agora se volte para áreas de exploração nas bacias terrestres, deixando pouco poder de fogo para as empresas menores nos leilões da ANP. Para a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (Abpip), a tendência já começou a ser verificada no último leilão, realizado no fim de 2008, em que foram oferecidas áreas de menor potencial, fora das principais bacias marítimas.
As pequenas produtoras queixam-se do fato de que, com a realização de poucos leilões, não têm acesso a novas áreas de exploração e não conseguem ampliar os negócios. Ficam, portanto, impedidas de reduzir custos operacionais que esse ganho de escala permitiria. A entidade afirma que nenhuma delas tem acesso a financiamentos porque a atividade de exploração e produção de petróleo representa risco elevado.
Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br
Não só a necessidade de associação se mostra como um obstáculo, outro grande problema é a falta de licitações de área por parte da Agência Nacional do Petróleo (ANP), tornando a única oportunidade de se explorar petróleo ou gás no Brasil, seja através da aquisição de áreas já licitadas, procedimento conhecido no mercado como farm in”. Esse processo gera um aumento de preços das áreas que hoje estão sendo ofertadas, e favorece negociações de empresas maiores, como a OGX, que colocou 20% de alguns ativos na bacia de Campos à venda. Outra beneficiada por esse movimento foi a Oil M&S que se tornou a maior detentora de áreas (112.961 quilômetros quadrados, o equivalente ao território da Inglaterra) depois da 7ª Rodada, realizada em 2005.
A Oil M&S gastou R$ 430 mil na aquisição, sempre pelo valor mínimo, de 22 blocos na bacia do São Francisco e 21 blocos na bacia de Solimões (Amazonas). Em 2009, vendeu todas as áreas para a Petra Energia, uma empresa do grupo STR. A Petra revendeu 51% dos blocos na Amazônia para a HRT Oil & Gas que as adquiriu por US$ 30 milhões, o que significa uma valorização de 68.000% em relação ao preço mínimo do leilão. Se as empresas de maior porte que já produzem petróleo fecham negócios bilionários, a situação das companhias menores é mais complicada. Exemplo extremo é da Geobrás, que fez sua estréia em 2005, na 7ª Rodada. Ela arrematou nove blocos na bacia do São Francisco (MG), mas não teve fôlego para ir adiante e sequer assinou o contrato de concessão com a ANP.
Dos 235 campos produzindo em terra no Brasil, 194 são operados pela Petrobras e apenas 31 estão nas mãos de pequenas empresas. Dados da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) mostram que as pequenas empresas produzem apenas 1,5 mil barris de petróleo e gás por dia - contra 2 milhões de barris diários da Petrobras - apesar de terem investido US$ 2 bilhões entre 2005 e 2009.
Exploração do pré-sal gera expectativas
A exploração do pré-sal está trazendo dúvidas e expectativas aos produtores independentes de petróleo. Eles temem que, ao já ter garantido um vasto portfólio de projetos no pré-sal, a Petrobras agora se volte para áreas de exploração nas bacias terrestres, deixando pouco poder de fogo para as empresas menores nos leilões da ANP. Para a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (Abpip), a tendência já começou a ser verificada no último leilão, realizado no fim de 2008, em que foram oferecidas áreas de menor potencial, fora das principais bacias marítimas.
As pequenas produtoras queixam-se do fato de que, com a realização de poucos leilões, não têm acesso a novas áreas de exploração e não conseguem ampliar os negócios. Ficam, portanto, impedidas de reduzir custos operacionais que esse ganho de escala permitiria. A entidade afirma que nenhuma delas tem acesso a financiamentos porque a atividade de exploração e produção de petróleo representa risco elevado.
Nicomex Notícias – Redação
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