A última semana no setor petrolifero começou com uma boa notícia para o mercado nacional, relativa à Petrobras. A participação da indústria nacional nas compras da estatal aumentou de 57% em 2003, para 75%, no ano passado, atingindo o valor total de US$ 23,5 bilhões em encomendas locais. A expectativa é de que, com o pré-sal, esse volume de pedidos da estatal aumente substancialmente e, segundo o coordenador do Prominp, José Renato Ferreira de Almeida, o desafio das empresas nacionais será manter o índice na casa dos 75%.
Ainda na segunda-feira, dia 14, foi divulgado que o presidente dos EUA, Barack Obama, pretendia forçar a petrolífera British Petroleum (BP) a criar um fundo para compensar as perdas com o vazamento de óleo no Golfo do México. No dia seguinte, Obama seguiu seu posicionando quanto ao acidente da plataforma Deepwater Horizon, mas desta vez, de maneira mais incisiva. O presidente definiu o episódio como o ‘11 de Setembro’ Ambiental, fazendo menção ao atentado terrorista ocorrido nos EUA em 2001. “Da mesma maneira que fomos obrigados a rever nossas vulnerabilidades na política externa com o 11 de Setembro, teremos que repensar, a partir desta imensa catástrofe, nossas posições sobre o meio ambiente e a energia nos próximos anos", criticou Obama.
Com a participação mais firme do presidente Obama, a questão da BP acabou se estendendo durante a semana e ganhando destaque no noticiário do setor petrolífero. Na quarta-feira, dia 16, as manchetes trouxeram o pronunciamento de Obama ao país exigindo que a BP reservasse “todos os recursos que forem necessários para compensar trabalhadores e empresas afetados pela imprudência da companhia". No mesmo dia, foi noticiado que a agência de classificação de risco Fitch Ratings reduziu a nota de crédito da petrolífera britânica de “AA” para “BBB”, apenas dois níveis acima de junk.
As manifestações governamentais e do mercado negativas quanto à BP surtiram efeito e na quinta-feira, dia 17, após reunião na Casa Branca, no dia anterior, veio a notícia de que a companhia havia acertado a criação de um fundo de US$ 20 bilhões para o pagamento de indenizações pelo vazamento no Golfo do México. Ficou definido ainda, a suspensão dos pagamentos de dividendos da BP até o fim do ano e que a companhia terá de vender ativos e reduzir investimento, o que impactará diretamente no crescimento da empresa.
Fechando a semana, na sexta-feira, dia 18, o principal tema da semana continuou em pauta, com o pedido de perdão do executivo da BP, Tony Hayward, perante o Comitê da Câmara dos Representantes dos EUA de Energia e Comércio. “Sinto muito que tenha ocorrido. Isso nunca deveria ter acontecido”, desculpou-se. No mesmo dia, no Brasil, a Fitch, que já havia rebaixado o rating da BP, ameaçou fazer o mesmo com a Petrobras, devido à aprovação das novas regras para exploração de petróleo e por conta do aumento da dívida da companhia. Segundo o diretor da agência, José Luis Villanueva, é provável uma queda na nota de risco da estatal. O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, discordou: “O ‘rating’ da Petrobras é estável, sem previsão de aumento ou redução”, afirmou.
Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br
Ainda na segunda-feira, dia 14, foi divulgado que o presidente dos EUA, Barack Obama, pretendia forçar a petrolífera British Petroleum (BP) a criar um fundo para compensar as perdas com o vazamento de óleo no Golfo do México. No dia seguinte, Obama seguiu seu posicionando quanto ao acidente da plataforma Deepwater Horizon, mas desta vez, de maneira mais incisiva. O presidente definiu o episódio como o ‘11 de Setembro’ Ambiental, fazendo menção ao atentado terrorista ocorrido nos EUA em 2001. “Da mesma maneira que fomos obrigados a rever nossas vulnerabilidades na política externa com o 11 de Setembro, teremos que repensar, a partir desta imensa catástrofe, nossas posições sobre o meio ambiente e a energia nos próximos anos", criticou Obama.
Com a participação mais firme do presidente Obama, a questão da BP acabou se estendendo durante a semana e ganhando destaque no noticiário do setor petrolífero. Na quarta-feira, dia 16, as manchetes trouxeram o pronunciamento de Obama ao país exigindo que a BP reservasse “todos os recursos que forem necessários para compensar trabalhadores e empresas afetados pela imprudência da companhia". No mesmo dia, foi noticiado que a agência de classificação de risco Fitch Ratings reduziu a nota de crédito da petrolífera britânica de “AA” para “BBB”, apenas dois níveis acima de junk.
As manifestações governamentais e do mercado negativas quanto à BP surtiram efeito e na quinta-feira, dia 17, após reunião na Casa Branca, no dia anterior, veio a notícia de que a companhia havia acertado a criação de um fundo de US$ 20 bilhões para o pagamento de indenizações pelo vazamento no Golfo do México. Ficou definido ainda, a suspensão dos pagamentos de dividendos da BP até o fim do ano e que a companhia terá de vender ativos e reduzir investimento, o que impactará diretamente no crescimento da empresa.
Fechando a semana, na sexta-feira, dia 18, o principal tema da semana continuou em pauta, com o pedido de perdão do executivo da BP, Tony Hayward, perante o Comitê da Câmara dos Representantes dos EUA de Energia e Comércio. “Sinto muito que tenha ocorrido. Isso nunca deveria ter acontecido”, desculpou-se. No mesmo dia, no Brasil, a Fitch, que já havia rebaixado o rating da BP, ameaçou fazer o mesmo com a Petrobras, devido à aprovação das novas regras para exploração de petróleo e por conta do aumento da dívida da companhia. Segundo o diretor da agência, José Luis Villanueva, é provável uma queda na nota de risco da estatal. O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, discordou: “O ‘rating’ da Petrobras é estável, sem previsão de aumento ou redução”, afirmou.
Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br








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