A Petrobras divulgou na última semana seu plano de investimento. A companhia anunciou que entre o período de 2010 e 2014 vai investir US$ 224 bilhões, dos quais US$ 212,3 bilhões no Brasil e US$ 11,7 bilhões (5% do total) em sua área internacional. O volume apresentado representa uma média de investimentos de US$ 44,8 bilhões por ano. Os valores são bem próximos dos números estipulados em março pelo conselho de administração da estatal, que seria entre US$ 200 bilhões e US$ 220 bilhões.
Um dos maiores objetivos é dobrar a produção diária nacional de petróleo em 38%, de 2,1 milhões de barris por dia para 2,9 milhões em 2014. Prova disso é que o setor que receberá mais recursos é o de exploração e produção de petróleo (US$ 118,8 bilhões), apesar da parcela do total ter caído frente ao plano anterior: de 60% (US$ 104,6 bilhões) para 53%. Já o refino receberá o segundo maior valor: US$ 73,6 bilhões, ou 33% do total, acima dos 24,8% previstos anteriormente. “Temos muito que fazer aqui no país, com o aumento da exploração de petróleo, principalmente na área do pré-sal, além de aumentar nosso foco na área de biocombustíveis, como o etanol”, disse Gabrielli.
O presidente da Petrobras declarou ainda que a empresa pretende também se tornar uma efetiva exportadora de derivados. O objetivo é atingir uma capacidade de refino de 2,2 milhões de barris diários em 2014. O plano mostra que 95% do total, ou seja, US$ 212,3 bilhões ficarão no Brasil. Em contrapartida, os recursos destinados à área internacional caíram de US$ 16 bilhões no plano anterior para US$ 11,7 bilhões. Gabrielli destacou ainda que tanto os volumes de investimentos como a previsão de produção de petróleo não levam em conta as futuras áreas no pré-sal a serem exploradas pelo sistema de partilha, nem a cessão onerosa, sistema pelo qual o governo federal cederá à Petrobras o direito de explorar cinco bilhões de barris de petróleo em áreas do pré-sal ainda não concedidas.
A área de abastecimento, segunda maior receita da estatal, ficou com US$ 73,6 bilhões (30% do total). De acordo com a companhia, o segmento de Gás e Energia ficará com 8%, ou US$ 17,8 bilhões. Para o setor petroquímico serão destinados 5% dos investimentos, ou US$ 5,1 bilhões. A Distribuição receberá US$ 2,5 bilhões (1%) e a área de Biocombustíveis terá US$ 3,5 bilhões (2%). Já na área corporativa foram destinados US$ 2,8 bilhões (1% do total). Ainda segundo a empresa, US$ 31,6 bilhões serão destinados a novos projetos. O setor reservado ao pré-sal recebeu uma pequena parcela de investimentos (US$ 33 bilhões).
Capitalização é o foco principal
O novo plano representa um aumento de 28,4% sobre os US$ 174,4 bilhões previstos anteriormente para o período 2010-2013. A empresa gerou grande expectativa no mercado, já que a companhia está em período de silêncio devido ao seu processo de capitalização. O plano de investimentos da estatal é um dos pilares que determinam o valor da capitalização. O outro pilar será a cessão onerosa de 5 bilhões de barris do governo. A estatal pretende no período, gerar um caixa de US$ 155 bilhões. Para cumprir os investimentos previstos, portanto, precisará buscar recursos no mercado. Pelo plano, a Petrobras terá que captar US$ 58 bilhões nos próximos anos, incluindo empréstimos em instituições financeiras e a oferta pública de ações, prevista para acontecer até julho.
Nicomex Notícias – Redação
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