REFINARIAS DO NORTE E NORDESTE EM PLENA EXPANSÃO 12/06/10

   Com a descoberta do pré-sal e conseqüente aumento da exploração e produção de petróleo no Brasil, a necessidade de mais investimentos no setor petroquímico nacional se tornou essencial. Dentro deste cenário, destaca-se as regiões do Norte e Nordeste onde estão alguns dos principais projetos da Petrobras na área de refino. Além de aumentar a capacidade de refino no país, essas unidades irão aumentar a geração de emprego nas regiões de implantação.

   A refinaria premium do Maranhão, por exemplo, possui um orçamento inicial previsto em torno de US$ 20 bilhões, caracterizando assim, o projeto de maior valor da Petrobras. Com o início das obras de terraplanagem no mês de julho, a perspectiva de contratar no curto prazo os serviços para esta fase coincidiu com a revisão do projeto da refinaria, conhecida como premium 
1, a partir das definições do novo plano de negócios da Petrobras para o período 2010-2014. A reavaliação do projeto buscou adequá-lo para processar petróleo leve a ser produzido no pré-sal. Inicialmente, tanto a premium 1 como a 2 - planejada para o Ceará - foram pensadas para refinar somente óleo pesado extraído na Bacia de Campos.


   Outra unidade de extrema importância para a cadeia petroquímica nacional é a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que está orientada, principalmente, para a produção de óleo diesel, o derivado de maior consumo no país. Vale destacar que a unidade tinha previsão inicial de processar 200 mil barris por dia de petróleo, porém após o plano de negócios da Petrobras, a refinaria ampliou sua capacidade de refino para 240 mil barris por dia, existindo ainda a possibilidade de uma nova expansão para até 500 mil barris por dia, o que a tornaria uma das maiores unidades do país.

   Para o consultor de energia renovável e sustentabilidade da Trevisan, Antonio Carlos Porto Araujo, as regiões onde as unidades serão implantadas serão beneficiadas diretamente com a criação de novos empregos, além de geração de renda em todos os setores que poderão de alguma forma servir como infraestrutura para esse novo cenário. “Será benéfico desde a indústria de bens de capital até mesmo por conta dos investimentos no desenvolvimento tecnológico e na formação de mão-de-obra. Na construção civil será alavancada a instalação de ampla malha de modal logístico para servir a região e escoar a produção do refino, em grande parte também voltada ao mercado externo” – afirmou Araujo em entrevista ao 
Nicomex Notícias.

   O especialista acredita que o país terá condição de aumentar a capacidade de refino nacional para dar conta da demanda de óleo encontrado na camada pré-sal. “Parece que a Petrobras vem indicando que esse caminho da integração vertical pode significar ganho de escala, ainda que eventualmente haja maior consolidação na exportação do óleo cru. Para o Brasil, significa fonte segura de abastecimento de produtos refinados com folga para até a autossuficiência em diesel, além, é claro, de servir com estabilidade de suprimento a indústria petroquímica” – disse.


Por 
Beatriz Silva beatriz.s@nicomexnoticias.com.br

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