DIRETORA DA PETROBRAS REBATE CRÍTICAS DOS PREÇOS DO GÁS

A última semana no setor de gás natural começou com a divulgação de dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), apontando que a recuperação do segmento industrial segue impulsionando a retomada das vendas de gás natural no Brasil. A pesquisa aponta que o consumo do produto cresceu 6,3% em maio de 2010, ante igual mês de 2009, para 44,19 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). Excluída a demanda de gás para geração elétrica, o consumo no mercado não térmico (residências, comércio, indústrias, setor automotivo, entre outros) cresceu 15,4%, para 35,90 milhões de m³/d. Na comparação entre abril e maio deste ano, a expansão no mercado total foi de 10%. O segmento que mais cresceu foi o industrial, seguindo tendência verificada ao longo deste ano.

Na quarta-feira, dia 30, a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) afirmou que o custo do gás natural brasileiro tem prejudicado a expansão dos investimentos no país entre as empresas energointesivas (de alto consumo energético). Segundo a entidade, o preço do insumo para a indústria nacional é em média 100% mais elevado que na maior parte dos países. Um reflexo desse fenômeno brasileiro é que multinacionais têm dificuldade de aprovar novos investimentos no país, justificando essa decisão no alto custo energético, o que reduz a competitividade do produto local.

A declaração de representantes da Abrace fizeram com que a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, rebatesse as críticas sobre a falta transparência na formulação dos preços do gás natural. De acordo com a executiva, o preço de venda de gás natural praticado pela Petrobras - e seus reajustes - estão definidos nos contratos negociados com as companhias distribuidoras estaduais, e as agências reguladoras conhecem os contratos na íntegra. "Portanto, é transparente a formação do preço do gás natural produzido no Brasil e vendido pela Petrobras. Ele é determinado em reais, pela soma de duas parcelas: uma fixa e uma variável", afirmou a diretora da estatal. "A parcela fixa é reajustada anualmente pelo IGP-M; a parcela variável é reajustada trimestralmente em função da variação dos preços de uma cesta de óleos combustíveis internacionais", acrescentou ela.

Na visão de Foster, um dos pontos de maior crítica por parte dos grandes consumidores, a parcela fixa, trouxe benefícios para o mercado de gás natural, pois impediu variações bruscas do preço do gás e evitou consequências negativas da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e do óleo combustível. Além disso, explicou ela, se o preço do gás tivesse sido integralmente reajustado pelas oscilações do valor do óleo desde o início dos contratos, sem aplicação de uma parcela fixa, as distribuidoras teriam pago pelo gás um valor acumulado superior ao que foi efetivamente despendido.

Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br

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