Na última semana, o senador Arthur Vigílio anunciou em Plenário a decisão da Petrobras de realizar investimentos na Refinaria de Manaus (Reman), com a finalidade de modernizar as atuais operações e ampliar o leque de derivados ofertados. Conforme publicado pela Agência Senado, Virgílio se disse “aliviado” por ter se certificado de que não eram procedentes os boatos sobre uma suposta intenção da Petrobras de desativar a Reman.
Entre as obras previstas na Reman, de acordo com informações recebidas do Ministério de Minas e Energia, o senador destacou a construção de uma unidade de diesel com capacidade para 2.500 metros cúbicos/dia; uma unidade de extração de enxofre de nafta, e uma planta para produção de ácido sulfúrico, com capacidade para 11 toneladas diárias. “Com as modificações e os investimentos planejados, projetados e prometidos pelo Ministério de Minas e Energia e pela Petrobras, temos condições para a implantação e a consolidação de um pólo petroquímico” – disse Virgílio.
Procurada pelo Nicomex Notícias, a assessoria da Petrobras confirmou que as obras estão estagnadas, porém a estatal ainda pretende concluir o plano de modernização da refinaria.
Previstas para serem finalizadas até 2013, com investimentos na ordem de US$ 789 milhões, as melhorias na unidade têm o objetivo de atender às exigências futuras de qualidade do diesel e da gasolina, redução da produção de óleo combustível devido a entrada do gás natural na matriz energética da Região Norte, manutenção do processamento contínuo de petróleo na Refinaria, redução da importação de derivados e, principalmente, continuar garantindo o abastecimento de Manaus.
Segundo dado da Petrobras, a Refinaria, hoje, atende 37% da demanda por combustíveis da Região Norte. Com a modernização, a meta é chegar a 80%. A estatal destaca ainda que os projetos trarão como benefícios para o estado a inovação tecnológica, produção de combustíveis limpos, geração de empregos e aumento na arrecadação de impostos. “Os ganhos ambientais também serão de extrema relevância. A modernização permitirá a redução do teor de enxofre nos derivados, o que implicará melhoria na qualidade do ar” – acrescenta o comunicado.
História da Reman
Com o nome de Companhia de Petróleo da Amazônia, a refinaria foi instalada às margens do Rio Negro, em Manaus, pelo empresário Isaac Benaion Sabbá e iniciou suas operações em 1956 - quando toda a região ainda sentia os efeitos da decadência da borracha. A inauguração oficial ocorreu em 3 de janeiro de 1957, com a presença do presidente Juscelino Kubitschek. Já então, suas três unidades (Destilação Atmosférica, Destilação a Vácuo e Craqueamento Catalítico, esta a primeira da América Latina) permitiam um refino de cinco mil barris por dia. Em 1971, a Petrobras assumiu o controle acionário da companhia, que passou a se chamar Refinaria de Manaus (Reman). Em homenagem ao pioneirismo de seu fundador, em 1997 a Petrobras rebatizou-a como Refinaria Isaac Sabbá- UN-Reman.
Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br
Entre as obras previstas na Reman, de acordo com informações recebidas do Ministério de Minas e Energia, o senador destacou a construção de uma unidade de diesel com capacidade para 2.500 metros cúbicos/dia; uma unidade de extração de enxofre de nafta, e uma planta para produção de ácido sulfúrico, com capacidade para 11 toneladas diárias. “Com as modificações e os investimentos planejados, projetados e prometidos pelo Ministério de Minas e Energia e pela Petrobras, temos condições para a implantação e a consolidação de um pólo petroquímico” – disse Virgílio.
Procurada pelo Nicomex Notícias, a assessoria da Petrobras confirmou que as obras estão estagnadas, porém a estatal ainda pretende concluir o plano de modernização da refinaria.
Previstas para serem finalizadas até 2013, com investimentos na ordem de US$ 789 milhões, as melhorias na unidade têm o objetivo de atender às exigências futuras de qualidade do diesel e da gasolina, redução da produção de óleo combustível devido a entrada do gás natural na matriz energética da Região Norte, manutenção do processamento contínuo de petróleo na Refinaria, redução da importação de derivados e, principalmente, continuar garantindo o abastecimento de Manaus.
Segundo dado da Petrobras, a Refinaria, hoje, atende 37% da demanda por combustíveis da Região Norte. Com a modernização, a meta é chegar a 80%. A estatal destaca ainda que os projetos trarão como benefícios para o estado a inovação tecnológica, produção de combustíveis limpos, geração de empregos e aumento na arrecadação de impostos. “Os ganhos ambientais também serão de extrema relevância. A modernização permitirá a redução do teor de enxofre nos derivados, o que implicará melhoria na qualidade do ar” – acrescenta o comunicado.
História da Reman
Com o nome de Companhia de Petróleo da Amazônia, a refinaria foi instalada às margens do Rio Negro, em Manaus, pelo empresário Isaac Benaion Sabbá e iniciou suas operações em 1956 - quando toda a região ainda sentia os efeitos da decadência da borracha. A inauguração oficial ocorreu em 3 de janeiro de 1957, com a presença do presidente Juscelino Kubitschek. Já então, suas três unidades (Destilação Atmosférica, Destilação a Vácuo e Craqueamento Catalítico, esta a primeira da América Latina) permitiam um refino de cinco mil barris por dia. Em 1971, a Petrobras assumiu o controle acionário da companhia, que passou a se chamar Refinaria de Manaus (Reman). Em homenagem ao pioneirismo de seu fundador, em 1997 a Petrobras rebatizou-a como Refinaria Isaac Sabbá- UN-Reman.
Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br








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