A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro divulgou um estudo apontando que o consumidor do Rio está pagando mais caro pelo gás canalizado do que o paulista. De acordo com o estudo, clientes residenciais da CEG - distribuidora que atende a Região Metropolitana do Rio - desembolsa 36,9% mais que o morador de São Paulo, atendido pela Comgás. Para clientes industriais, a diferença varia de 25% a 29,2%, dependendo do porte da empresa.
De acordo com a secretaria, a diferença se deve ao fato de que a Petrobras - fornecedora do gás para as distribuidoras - vem elevando o preço do produto nacional nos últimos anos, para remunerar seus investimentos. O gás brasileiro é o que abastece o Estado do Rio. Já o mercado paulista tem 75% de sua demanda suprida pelo gás importado da Bolívia, de custo menor. No preço final ao consumidor são incluídos margem das distribuidoras e tributos. A CEG informou que o custo do gás representa 64% do seu preço final e a Comgás não revelou seu cálculo de preço.
Para Ildo Sauer, ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, uma das razões para a diferença de preços tem de fato relação com os investimentos da estatal. Foi sob sua gestão que a empresa lançou o Plangás, em maio de 2006, que visava ampliar a produção nacional, reduzindo a dependência do gás boliviano - as reservas da Bolívia foram nacionalizadas naquele mês. O plano também previa interligar a malha de gasodutos, para assegurar o suprimento das térmicas e, assim, garantir estabilidade do sistema elétrico.
Recentemente, a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) afirmou que o custo do gás natural brasileiro tem prejudicado a expansão dos investimentos no país entre as empresas com alto consumo energético. Segundo a entidade, o preço do insumo para a indústria nacional é em média 100% mais elevado que na maior parte dos países. Um reflexo desse fenômeno brasileiro é que multinacionais têm dificuldade de aprovar novos investimentos no país, justificando essa decisão no alto custo energético, o que reduz a competitividade do produto local.
Tentando amenizar o mau clima entre os consumidores, a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que o preço da venda de gás natural praticado pela estatal - e seus reajustes - estão definidos nos contratos negociados com as companhias distribuidoras estaduais e as agências reguladoras. Portanto, é transparente a formação do preço do gás natural produzido no Brasil e vendido pela Petrobras. Ele é determinado em reais, pela soma de duas parcelas: uma fixa e uma variável, afirmou a diretora da estatal.
Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br
De acordo com a secretaria, a diferença se deve ao fato de que a Petrobras - fornecedora do gás para as distribuidoras - vem elevando o preço do produto nacional nos últimos anos, para remunerar seus investimentos. O gás brasileiro é o que abastece o Estado do Rio. Já o mercado paulista tem 75% de sua demanda suprida pelo gás importado da Bolívia, de custo menor. No preço final ao consumidor são incluídos margem das distribuidoras e tributos. A CEG informou que o custo do gás representa 64% do seu preço final e a Comgás não revelou seu cálculo de preço.
Para Ildo Sauer, ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, uma das razões para a diferença de preços tem de fato relação com os investimentos da estatal. Foi sob sua gestão que a empresa lançou o Plangás, em maio de 2006, que visava ampliar a produção nacional, reduzindo a dependência do gás boliviano - as reservas da Bolívia foram nacionalizadas naquele mês. O plano também previa interligar a malha de gasodutos, para assegurar o suprimento das térmicas e, assim, garantir estabilidade do sistema elétrico.
Recentemente, a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) afirmou que o custo do gás natural brasileiro tem prejudicado a expansão dos investimentos no país entre as empresas com alto consumo energético. Segundo a entidade, o preço do insumo para a indústria nacional é em média 100% mais elevado que na maior parte dos países. Um reflexo desse fenômeno brasileiro é que multinacionais têm dificuldade de aprovar novos investimentos no país, justificando essa decisão no alto custo energético, o que reduz a competitividade do produto local.
Tentando amenizar o mau clima entre os consumidores, a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que o preço da venda de gás natural praticado pela estatal - e seus reajustes - estão definidos nos contratos negociados com as companhias distribuidoras estaduais e as agências reguladoras. Portanto, é transparente a formação do preço do gás natural produzido no Brasil e vendido pela Petrobras. Ele é determinado em reais, pela soma de duas parcelas: uma fixa e uma variável, afirmou a diretora da estatal.
Nicomex Notícias – Redação
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