A última semana começou com a notícia de que no primeiro leilão de áreas do pré-sal - quando estiver em vigor o sistema de partilha no país - o governo federal poderá arrecadar cerca de R$ 25 bilhões em bônus de assinatura com a oferta de apenas um único bloco. A estimativa foi feita pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, ao destacar que os recursos poderão ir para o Fundo Social, a fim de serem usados em projetos nas áreas de saúde e educação. Para Lima, o segundo poço que a ANP está perfurando em áreas não licitadas na Bacia de Santos indicam a possibilidade de conter reservas iguais ou superiores aos 4,5 bilhões de barris encontrados com a perfuração do primeiro poço.
“Fazendo uma licitação nas condições da lei nova, pode-se cobrar um bônus de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões. Esses recursos entrariam de imediato no Fundo Social e poderiam ser usados em saúde e educação logo, sem estarem contingenciados” - disse Lima. Ele explicou que essa é a segunda perfuração do segundo poço. A primeira teve de ser abandonada por problemas operacionais: houve um desmoronamento a 3.170 metros de profundidade. A perfuração ainda estava na camada de sal e, segundo Lima, foi um acidente normal.
No dia seguinte, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse que dificilmente ocorrerão novos leilões de áreas de exploração de petróleo e gás natural no país num curto prazo. “A não ser que o Congresso aprove o novo marco regulatório e já tenhamos um primeiro leilão com base na nova lei de partilha”, ressaltou. Segundo Tolmasquim, os atuais campos de petróleo devem levar um tempo para ser desenvolvidos e a falta de novas áreas licitadas não teria impacto sobre a oferta.
Ainda na quarta-feira, dia 28, foi noticiado que o acidente no poço Libra, que está sendo perfurado pela Petrobras para a ANP, custou cerca de US$ 30 milhões. O cálculo é de Magda Chambriard, diretora da agência reguladora. O poço Libra desmoronou no início do mês, quando a sonda de perfuração atravessava a camada de sal, o que levou à perfuração de outro poço, distante 375 metros do primeiro, também na Bacia de Santos. Todos os custos da perfuração tanto de Libra quanto de Franco - primeiro poço do pré-sal da União - estão sendo pagos pela Petrobras, o que está gerando discussões no setor sobre a utilização da companhia como prestadora de serviços para a agência.
Quase terminando a semana, o jornal DCI divulgou uma reportagem ondee uma fonte da Petrobras afirmava que os custos da empresa com a exploração de áreas não licitadas no pré-sal da Bacia de Santos, farão parte do contrato entre a União e a estatal. A empresa anunciou na madrugada de ontem a realização de assembléia extraordinária para definir o critério de valorização dos títulos públicos a serem utilizados na capitalização da empresa, operação prevista para setembro e que, segundo o mercado, pode atingir US$ 85 bilhões, a depender do preço do barril do petróleo utilizado.
Terminou na sexta-feira, dia 30, o maior exercício conjunto já realizado pelas Forças Armadas - o primeiro com foco na defesa dos poços da camada pré-sal. Por 12 dias, cerca de 10 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica enfrentaram situações de ameaça criadas especialmente para a Operação Atlântico 2 em uma área que vai do litoral paulista ao arquipélago de São Pedro e São Paulo, a 1.010 quilômetros a nordeste de Natal. A região, que faz parte da chamada Amazônia Azul, foi escolhida por abrigar portos estratégicos, usinas nucleares e reservas gigantescas de petróleo.
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br
“Fazendo uma licitação nas condições da lei nova, pode-se cobrar um bônus de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões. Esses recursos entrariam de imediato no Fundo Social e poderiam ser usados em saúde e educação logo, sem estarem contingenciados” - disse Lima. Ele explicou que essa é a segunda perfuração do segundo poço. A primeira teve de ser abandonada por problemas operacionais: houve um desmoronamento a 3.170 metros de profundidade. A perfuração ainda estava na camada de sal e, segundo Lima, foi um acidente normal.
No dia seguinte, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse que dificilmente ocorrerão novos leilões de áreas de exploração de petróleo e gás natural no país num curto prazo. “A não ser que o Congresso aprove o novo marco regulatório e já tenhamos um primeiro leilão com base na nova lei de partilha”, ressaltou. Segundo Tolmasquim, os atuais campos de petróleo devem levar um tempo para ser desenvolvidos e a falta de novas áreas licitadas não teria impacto sobre a oferta.
Ainda na quarta-feira, dia 28, foi noticiado que o acidente no poço Libra, que está sendo perfurado pela Petrobras para a ANP, custou cerca de US$ 30 milhões. O cálculo é de Magda Chambriard, diretora da agência reguladora. O poço Libra desmoronou no início do mês, quando a sonda de perfuração atravessava a camada de sal, o que levou à perfuração de outro poço, distante 375 metros do primeiro, também na Bacia de Santos. Todos os custos da perfuração tanto de Libra quanto de Franco - primeiro poço do pré-sal da União - estão sendo pagos pela Petrobras, o que está gerando discussões no setor sobre a utilização da companhia como prestadora de serviços para a agência.
Quase terminando a semana, o jornal DCI divulgou uma reportagem ondee uma fonte da Petrobras afirmava que os custos da empresa com a exploração de áreas não licitadas no pré-sal da Bacia de Santos, farão parte do contrato entre a União e a estatal. A empresa anunciou na madrugada de ontem a realização de assembléia extraordinária para definir o critério de valorização dos títulos públicos a serem utilizados na capitalização da empresa, operação prevista para setembro e que, segundo o mercado, pode atingir US$ 85 bilhões, a depender do preço do barril do petróleo utilizado.
Terminou na sexta-feira, dia 30, o maior exercício conjunto já realizado pelas Forças Armadas - o primeiro com foco na defesa dos poços da camada pré-sal. Por 12 dias, cerca de 10 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica enfrentaram situações de ameaça criadas especialmente para a Operação Atlântico 2 em uma área que vai do litoral paulista ao arquipélago de São Pedro e São Paulo, a 1.010 quilômetros a nordeste de Natal. A região, que faz parte da chamada Amazônia Azul, foi escolhida por abrigar portos estratégicos, usinas nucleares e reservas gigantescas de petróleo.
Por Bruno Hennington
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