O vazamento de óleo no poço da British Petroleum (BP) no Golfo do México, nos Estados Unidos — que completou três meses até ser parcialmente contido — provocará alterações profundas nos sistemas de segurança utilizados pela indústria de petróleo no mundo todo. E no Brasil, as mudanças já se iniciaram. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Ibama e a Marinha começaram a elaborar o primeiro Plano Nacional de Contingência (PNC) para conter vazamentos de petróleo em alto-mar, como nos campos do pré-sal.
De acordo com a Ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o projeto deve ficar pronto até setembro deste ano. A ministra terá uma reunião com representantes do governo americano, responsáveis pela coordenação do trabalho de contenção do vazamento de petróleo da BP. O próprio presidente da companhia britânica já se encontrou com a ministra Izabella e com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, para contar a experiência.
Além da parte de prevenção, o plano incluirá ações de remediação ambiental em caso de acidentes, assim como procedimentos de segurança a serem adotados pelo governo brasileiro nas concessões, e também no regime de partilha que será iniciado. Em entrevista ao Nicomex Notícias, Francisco Dourado, geólogo e Diretor do Centro de Informações de Petróleo e Gás Natural do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro, afirma que o Plano a ser elaborado pode ser considerado fundamental não só para área petrolífera como para diversas outras. “A proposta está parada há anos em Brasília, mas acho que agora, com o empenho da Ministra do Meio Ambiente, ela sai”, ressaltou o geólogo.
De acordo com Francisco Dourado, o acidente com a BP trouxe mudanças efetivas na questão de segurança no setor petrolífero brasileiro. “Creio que anteriormente um acidente nestas proporções até poderia acontecer no Brasil, afinal acidentes acontecem, mas não pelos motivos que ocorreram no Golfo do México. Com certeza um acidente nessas proporções agrega conhecimento, experiência. A participação de técnicos brasileiros no processo de contenção e reparo é muito importante, são novas técnicas que podem ser trazidas para o país”, explicou.
Segurança na Petrobras
Atualmente, a Petrobras elabora os programas de contingência para cada uma das plataformas, mas agora, segundo o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, revelou em entrevista recente, o governo adotará um plano em nível nacional, com a atuação conjunta dos órgãos fiscalizadores e do meio ambiente. Apesar de afirmar que os sistemas de segurança adotados no país, assim como sua fiscalização, estão entre os mais avançados do mundo, Lima admite que certamente deverão ser aperfeiçoados devido o vazamento no Golfo.
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br
De acordo com a Ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o projeto deve ficar pronto até setembro deste ano. A ministra terá uma reunião com representantes do governo americano, responsáveis pela coordenação do trabalho de contenção do vazamento de petróleo da BP. O próprio presidente da companhia britânica já se encontrou com a ministra Izabella e com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, para contar a experiência.
Além da parte de prevenção, o plano incluirá ações de remediação ambiental em caso de acidentes, assim como procedimentos de segurança a serem adotados pelo governo brasileiro nas concessões, e também no regime de partilha que será iniciado. Em entrevista ao Nicomex Notícias, Francisco Dourado, geólogo e Diretor do Centro de Informações de Petróleo e Gás Natural do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro, afirma que o Plano a ser elaborado pode ser considerado fundamental não só para área petrolífera como para diversas outras. “A proposta está parada há anos em Brasília, mas acho que agora, com o empenho da Ministra do Meio Ambiente, ela sai”, ressaltou o geólogo.
De acordo com Francisco Dourado, o acidente com a BP trouxe mudanças efetivas na questão de segurança no setor petrolífero brasileiro. “Creio que anteriormente um acidente nestas proporções até poderia acontecer no Brasil, afinal acidentes acontecem, mas não pelos motivos que ocorreram no Golfo do México. Com certeza um acidente nessas proporções agrega conhecimento, experiência. A participação de técnicos brasileiros no processo de contenção e reparo é muito importante, são novas técnicas que podem ser trazidas para o país”, explicou.
Segurança na Petrobras
Atualmente, a Petrobras elabora os programas de contingência para cada uma das plataformas, mas agora, segundo o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, revelou em entrevista recente, o governo adotará um plano em nível nacional, com a atuação conjunta dos órgãos fiscalizadores e do meio ambiente. Apesar de afirmar que os sistemas de segurança adotados no país, assim como sua fiscalização, estão entre os mais avançados do mundo, Lima admite que certamente deverão ser aperfeiçoados devido o vazamento no Golfo.
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br








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