A partir de setembro deste ano, a Braskem iniciará, no polo petroquímico de Triunfo (RS), a produção de plástico verde, também chamado de polietileno (PE). Com a entrada em operação desta planta da companhia, serão geradas 200 mil toneladas do material por ano, através do processamento de etanol. O projeto coloca a Braskem no caminho para se tornar uma das maiores petroquímicas globais, agora, com o foco voltado para os investimentos em fontes renováveis.
O polietileno da Braskem foi lançado em 2007, mas só teve o investimento aprovado em dezembro do ano seguinte. Em 2009, foi iniciada a construção da unidade industrial que vai produzir o plástico verde. Primeiro polietileno 100% de fonte renovável certificado no mundo, cada quilo de PE produzido captura e fixa de 2 a 2,5 quilos de CO2 da atmosfera, ao contrário do mesmo produto gerado por origem fóssil, que emite a mesma quantidade de gás carbônico. Segundo o diretor de Negócios de Biopolímeros da Braskem, Marcelo Nunes, essa equação é o que mais pesa na escolha pelo etanol como base do plástico verde.
O polietileno verde, segundo a Braskem, possui as mesmas propriedades do PE tradicional. Por isso, a cadeia de transformação deste insumo em plástico não se altera, assim como a taxa de produtividade. Dessa forma, os produtos que o utilizam podem manter seu design, por exemplo. Com a entrada em operação da planta em Triunfo, a petroquímica se tornará o terceiro maior comprador de etanol do país. No total, a empresa passará a demandar 700 mil litros cúbicos do combustível, volume superado apenas pela BR Distribuidora e Ipiranga, segundo o presidente da Braskem, Bernardo Gradin.
Estratégias para o plástico verde
A Braskem já possui pelo menos 20 compradores para o plástico verde produzido em Triunfo. Como dois terços da produção são destinados à exportação, o maior foco da empresa está no exterior, com vendas fechadas para a argentina Petropack, do segmento de filmes para embalagens alimentícias, por exemplo. Outros clientes estrangeiros da petroquímica brasileira são grupos globais, como as companhias de produtos de higiene pessoal e cosméticos Johnson Johnson e Shiseido, e a Procter & Gamble, do ramo de bens de consumo.
Ainda com os olhos voltados para fora do Brasil, a Braskem pretende anunciar, em outubro, um plano global voltado para a química verde, baseada em fontes renováveis. Entre as possibilidades está a da empresa se expandir para o exterior, a fim de se tornar uma produtora de insumos sustentáveis em outros mercados. Para esses prováveis projetos em terras estrangeiras, não é descartada a utilização de outras matérias-primas que não seja o etanol da cana-de-açúcar.
Nicomex Notícias – Redação
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