No último dia 12 de agosto, o empresário Eike Batista, proprietário da OGX, braço petrolífero do grupo EBX, balançou o mercado ao rotular a mais nova descoberta de gás da companhia como uma ‘Meia Bolívia’. Eike se referia a um potencial de 15 trilhões de pés cúbicos (TCF) encontrados na Bacia do Parnaíba, no Maranhão. Essa estimativa acabou sendo confirmada pela empresa quatro dias após a declaração do homem mais rico do Brasil.
O alarde em cima da descoberta da OGX Maranhão - sociedade formada entre OGX (66,6%) e a MPX Energia (33,3%) – se justifica pelo fato de que as reservas estimadas serão capazes de suprir, pelo menos, 25% do consumo de gás no Brasil. O volume encontrado na Bacia terrestre do Parnaíba é oito vezes maior do que o esperado para a região e, de acordo com a companhia, configura uma capacidade produtiva de 15 milhoes de metros cúbicos diários de gás natural ao longo de 40 anos
Agora, motivada pela descoberta, a petrolífera de Eike resolveu rever seus planos exploratórios para a região do poço OGX-16, bloco PN-T-68, aumentando a previsão do número de poços a serem perfurados de 7 para 15, bem como a intensificação da campanha de levantamentos de dados sísmicos 2D e 3D. Com isso, os investimentos destinados a essa campanha somam a quantia entre R$ 600 e R$ 700 milhões.
Entrevistado pelo Nicomex Notícias, o especialista em Petróleo e Gás, Emerson dos Santos, ressalta que a experiência adquirida pela OGX no setor é responsável pelo sucesso da campanha no Parnaíba. “A OGX Petróleo e Gás é uma empresa que tem uma vasta experiência em exploração neste setor, visto que ela tem 29 blocos exploratórios nas bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba, cobrindo uma área marítima de aproximadamente 7.000 km² e área terrestre de cerca de 21.500 km². Acrescento ainda, que a empresa continua fazendo altos investimentos em exploração, produção e novos negócios no setor”, afirma Emerson.
Representatividade da descoberta
Segundo ele, a relevância dessa descoberta está no fato de mostrar que a tendência para o Brasil será tornar-se auto-suficiente em gás natural, estágio que a Bolívia, país alvo de comparação do empresário Eike Batista, já atingiu. “A Bolívia já tem o controle total desse produto em seu território nacional, assim como também exporta para outros países vizinhos, como o Brasil. Mas acredito que, num futuro não muito distante, a produção e exploração nesse setor, no território brasileiro, chegará a 100%, nos tornando independente do gás natural boliviano, uma vez que o preço final será muito melhor para os consumidores brasileiros”, analisa Emerson.
Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br








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