Está prevista até o final deste mês, a definição do valor do barril de petróleo das reservas do pré-sal que serão repassadas pelo governo à Petrobras. O preço está sendo calculado por duas certificadoras, uma contratada pela estatal e outra pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Após a conclusão desse cálculo realizado pelas empresas, o valor será discutido em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a ser realizada em seguida.
Essa conta do preço dos barris promete criar um novo impasse entre a Petrobras e a ANP. Apesar de analistas de mercado terem formado um consenso por volta de US$ 6 o barril, fontes afirmam que há divergências entre a estatal e a reguladora a respeito deste valor. De um lado, a Petrobras, puxa o preço para baixo, mais próximo a US$ 5, o que representaria US$ 25 bilhões a serem pagos pela reserva do governo. Do outro lado, a ANP pressiona por um barril de US$ 8, o que elevaria o total a ser pago para US$ 40 bilhões.
A diferença de preços decorre da interpretação dos dados disponíveis da área perfurada. A Petrobras acredita que os dados são insuficientes, porque apenas dois poços foram furados no local. A ANP defende que os dados já permitem avaliação mais precisa. Petrobras e ANP se recusam a comentar oficialmente o assunto. Ambas esperam a conclusão de relatório das consultorias contratadas para a avaliação.
De acordo com o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, é esperado um preço em torno de 7 ou 8 dólares para o barril. Segundo ele, um valor próximo a US$ 5 para as reservas do pré-sal da bacia de Santos seria um preço "muito pequeno", enquanto um valor mais perto de 10 dólares "está fora de cogitação, não está na mesa". Depois de receber na semana passada a certeza da certificadora Gaffney, Cline & Associates (GCA) de que concluirá a avaliação das reservas no final de agosto, evitando assim um possível novo adiamento na capitalização da estatal, Lima disse que confia na realização da operação em setembro, como previsto.
Para o consultor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, a forma com que representantes do governo vêm conduzindo a questão deve ser criticada. “O grande problema é que a discussão deixou de ser técnica para ganhar forte viés político”, ressaltou o especialista. Adriano Pires estranha a atuação do diretor-geral da ANP ao declarar que considera barato o preço do barril entre 5 e 6 dólares – valor que tem sido consensual entre os economistas. Perguntado sobre a declaração do especialista, Haroldo Lima reclama que a afirmação pode interferir no negócio. “Sua fala pode influenciar o trabalho da consultoria Gaffney, Cline & Associates, que contratou para avaliar o valor do petróleo de forma independente”.
Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br
Essa conta do preço dos barris promete criar um novo impasse entre a Petrobras e a ANP. Apesar de analistas de mercado terem formado um consenso por volta de US$ 6 o barril, fontes afirmam que há divergências entre a estatal e a reguladora a respeito deste valor. De um lado, a Petrobras, puxa o preço para baixo, mais próximo a US$ 5, o que representaria US$ 25 bilhões a serem pagos pela reserva do governo. Do outro lado, a ANP pressiona por um barril de US$ 8, o que elevaria o total a ser pago para US$ 40 bilhões.
A diferença de preços decorre da interpretação dos dados disponíveis da área perfurada. A Petrobras acredita que os dados são insuficientes, porque apenas dois poços foram furados no local. A ANP defende que os dados já permitem avaliação mais precisa. Petrobras e ANP se recusam a comentar oficialmente o assunto. Ambas esperam a conclusão de relatório das consultorias contratadas para a avaliação.
De acordo com o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, é esperado um preço em torno de 7 ou 8 dólares para o barril. Segundo ele, um valor próximo a US$ 5 para as reservas do pré-sal da bacia de Santos seria um preço "muito pequeno", enquanto um valor mais perto de 10 dólares "está fora de cogitação, não está na mesa". Depois de receber na semana passada a certeza da certificadora Gaffney, Cline & Associates (GCA) de que concluirá a avaliação das reservas no final de agosto, evitando assim um possível novo adiamento na capitalização da estatal, Lima disse que confia na realização da operação em setembro, como previsto.
Para o consultor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, a forma com que representantes do governo vêm conduzindo a questão deve ser criticada. “O grande problema é que a discussão deixou de ser técnica para ganhar forte viés político”, ressaltou o especialista. Adriano Pires estranha a atuação do diretor-geral da ANP ao declarar que considera barato o preço do barril entre 5 e 6 dólares – valor que tem sido consensual entre os economistas. Perguntado sobre a declaração do especialista, Haroldo Lima reclama que a afirmação pode interferir no negócio. “Sua fala pode influenciar o trabalho da consultoria Gaffney, Cline & Associates, que contratou para avaliar o valor do petróleo de forma independente”.
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