MORATÓRIA NO GOLFO PREJUDICA PETROBRAS

No último dia 19, foi anunciado que a British Petroleum (BP) conseguiu, finalmente fechar o poço Makondo permanentemente, tendo, inclusive, o o Escritório de Regulação da Administração de Energia Oceânica dos Estados Unidos declarado o local como oficialmente selado. Entretanto, o rescaldo do acidente no Golfo do México ainda atinge a Petrobras, na medida em que segue em vigor a moratória que suspende a exploração de petróleo na região.

O problema foi motivo de discussão na 15ª edição da Rio Oil & Gas, realizada entre os dias 13 e 16 de setembro, no Rio de Janeiro, em debate com a presença do gerente de projetos da Petrobras no Golfo do México, César Palagi. De acordo com o executivo, a moratória impactou negativamente nas finanças da companhia nos EUA, além de atrasar o cronograma de produção nos campos de Cascade e Chinook. Palagi explicou de maneira óbvia o prejuízo, afirmando que a expectativa é de produzir 80 mil barris na área. Já que eles não estão sendo explorados, há influência no planejamento da estatal.

Agora, a produção, antes projetada para o primeiro semestre desse ano, está prevista para começar no fim de 2010, embora a campanha de perfuração nos campos de Cascade e Chinook esteja em compasso de espera. A suspensão decretada pelo presidente Barack Obama está afetando a prospecção de poços adicionais, mas já há dois completos e estrutura preparada para oito, podendo ser ampliada para o dobro de poços.

Tecnologia inédita na região

No último dia 20, a BP impressionou a ANP com uma apresentação sobre o acidente no Golfo e as medidas tomadas para contê-lo. Porém, no território onde a petrolífera lutou contra o vazamento de óleo que causou o maior desastre ambiental da história dos EUA, a metodologia nacional para explorar petróleo promete surpreender quem já opera na região. Para produzir em Cascade e Chinook, a Petrobras irá usar a primeira unidade flutuante no Golfo.

A partir daí, outras empresas poderão também utilizar FPSOs, que facilitam a retirada em caso de furacões, bastante comuns no Golfo do México. Devido ao ineditismo desse método para explorar petróleo, não havia regulamentação para a instalação da unidade BW Pioneer, que vai produzir a uma profundidade de 2,5 mil metros. De acordo com Palagi, os equipamentos para a perfuração na região ainda serão contradados, já que, por causa da moratória, outros já adquiridos tiveram de ser realocados.

Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Free Website templatesFree Flash TemplatesRiad In FezFree joomla templatesSEO Web Design AgencyMusic Videos OnlineFree Wordpress Themes Templatesfreethemes4all.comFree Blog TemplatesLast NewsFree CMS TemplatesFree CSS TemplatesSoccer Videos OnlineFree Wordpress ThemesFree Web Templates
Subir