Preparação para acidentes

A Petrobras vai aumentar em 35% sua capacidade de resposta a acidentes, disse nesta quinta-feira (16/9) o gerente executivo de SMS da Petrobras, Ricardo Azevedo, durante o painel "Aperfeiçoamento da Gestão a Emergência - Perspectivas Internacionais", realizado no último dia da Rio Oil & Gas 2010. A decisão vem na esteira do acidente da BP no Golfo do México e tem como objetivo atender o crescimento da companhia nos próximos anos, como previsto no Plano de Negócios 2010-2014.

Entre os itens prospectados, a petroleira prevê comprar dispersantes químicos e cerca de 50 km de barreiras de contenção. Ainda na área de SMS, a Petrobras marcou ainda para este ano um simulado de emergência na Amazônia. A intenção é exercitar a internalização de equipamentos do exterior.

“Temos ainda algumas dificuldade na agilidade de saída e entrada de equipamentos do Brasil”, contou o gerente. Ele deu como exemplo o caso de um vazamento ocorrido no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. Na ocasião, como prevenção, a companhia solicitou um avião lançador de dispersantes, que ficou preso em Manaus por questões burocráticas.

Para Azevedo, os simulados trazem grandes aprendizados.Em 2009, por exemplo, a Petrobras realizou um simulado no Golfo do México e enfrentou grandes dificuldades para fornecer equipamentos para a tarefa. “Quando chegamos com os equipamentos o simulado já tinha acabado. Já no acidente da BP, este ano, com o aprendizado do último simulado, conseguimos atendê-los a tempo”, exemplificou.

O gerente destacou ainda a importância dos acordos prévios entre as empresas para a otimização das operações de contingência, definindo com antecedência a disponibilidade e o valor dos equipamentos. “No acidente do Deepwater Horizon não tínhamos nada definido com a BP e perdemos algum tempo discutindo o valor dos equipamentos envolvidos no apoio”, comentou. Ao todo, a companhia brasileira forneceu 29 km de barreiras de contenção para a operação.

Definindo a coordenação

Outro gargalo que, espera-se, seja superado com o Plano Nacional de Contingência - que deve ser colocado em consulta pública ainda este mês - é a coordenação dos planos de emergência individuais e do nacional. “Para ter coordenação tem de haver papéis claros. O Brasil tem hoje um sistema federado e há dificuldade em acoplar as múltiplas competências. O plano vem justamente para facilitar a distribuição de papéis”, explicou o secretário Executivo substituto do MMA, Volney Zanardi Jr.

Fonte: Energia Hoje

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