A taxa de crescimento da demanda por derivados no Brasil até outubro deste ano, de 10%, superou a taxa de alta de 7,3% do PIB, afirmou nesta quarta-feira (17/11) o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. De acordo com ele, o mercado de derivados reverteu a tendência apresentada nos últimos anos, quando cresceu sempre abaixo do produto interno bruto, e poderá mudar as perspectivas de exportações para o futuro próximo.
“A Petrobras está fazendo suas refinarias com base no crescimento do PIB de 4,1%. Se o PIB for de 5,9%, como está prevendo o Ministério da Fazenda, e o crescimento da demanda por derivados for superior, talvez a projeção de autossuficiência para 2013/14 não aconteça”, explicou Costa. Segundo as previsões da Petrobras, o Brasil terá capacidade para exportar 1 milhão de b/d em 2014.
Costa atribuiu o crescimento do mercado à maior produção econômica e maior poder aquisitivo da população. Segundo o diretor, só este ano, até outubro, o Brasil precisou importar 108 mil b/d de diesel a mais na comparação igual período do ano passado, por conta do crescimento do setor agrícola e da economia de uma forma geral.
Paulo Roberto negou que a companhia esteja planejando novas refinarias, mas destacou a importância de se investir nos parques de refino contempladas no Plano de Negócios 2010-2014. Numa perspectiva hipotética, o diretor de Abastecimento destacou que, caso o país não investisse nas novas unidades previstos no plano vigente, o Brasil teria de importar, em 2014, 230 mil b/d de diesel e 150 mil b/d de nafta. Também seria necessário comprar no exterior 16 mil b/d de GLP, 47 mil b/d de QAV e 104 mil b/d de coque.
Fonte: Energia Hoje







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