A OSX, braço naval e offshore do Grupo EBX, pretende concluir ainda em 2010 o projeto para a construção dos FPSOs OSX-3 e OSX-4, que serão afretados à OGX. As unidades devem ampliar a carteira de encomendas da empresa – hoje em US$ 2,5 bilhões – em 72% ou US$ 1,8 bilhão.
As duas unidades serão as primeiras construídas pelo estaleiro da empresa que será erguido no Porto do Açu, na região Norte do estado do Rio de Janeiro, um investimento de US$ 1,7 bilhão. A previsão é que as obras estejam concluídas no final de 2013.
Atualmente, a OSX já possui em carteira dois FPSOs e duas jaquetas que também serão afretadas à OGX. O primeiro FPSO, o OSX-1, já foi adquirido e passa por obras de customização em Cingapura. A empresa está no momento licitando o segundo FPSO, o OSX-2, e já recebeu propostas de duas empresas para a construção da unidade, que poderá ser feita no Brasil ou na Ásia.
O FPSO terá uma planta de processo capaz de trabalhar com vários tipos de óleo, pressões, com presença de H2S e também com vários tipos de gás natural. “Naturalmente isso vai encarecer um pouco o projeto”, conta o CEO da OSX, Luiz Eduardo Carneiro.
O prazo para a construção da unidade será de 30 a 34 meses, o que abre uma grande possibilidade da unidade ser convertida no exterior. A OSX, contudo, pretende, com a construção do estaleiro, ampliar seu índice de conteúdo local. “Estamos nos preparando para puxar esse índice”, disse Carneiro.
A empresa já está conversando com o mercado para a construção, no Brasil, das duas jaquetas que serão utilizadas nos sistemas de produção da petroleira do Grupo EBX. As obras devem ser cotadas em canteiros e também estaleiros nacionais.
As unidades terão capacidade para se conectar a 30 poços e sondas dedicadas com capacidade para perfurar até 5 mil m. A expectativa é que a licitação seja lançada ao mercado em dezembro e os contratos assinados até fevereiro do próximo ano para que as plataformas fixas sejam entregues em 2013.
A OSX anunciou ontem sua opção pelo Rio de Janeiro para a instalação do seu estaleiro, que será o maior do país com capacidade para processar 180 mil t/ano de aço. A decisão, de acordo com o diretor Financeiro da empresa, Roberto Monteiro, levou em consideração análises técnicas e operacionais.
“Nós encontramos vantagens do ponto de vista construtivo e logístico”, afirmou, durante entrevista coletiva na sede da empresa, no Rio de Janeiro. A empresa já iniciou consulta ao BNDES e também pretende recorrer ao Fundo de Marinha Mercante (FMM) para a construção do empreendimento.
Fonte: Energia Hoje








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