A 16ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-16), esteve sob olhares atentos de mais de 156 países no México. Cancún virou o centro das atenções até o dia 10 de dezembro, devido à reunião da COP-16, para estabelecer financiamentos para ações de combate e adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento. Outro objetivo das conversações foi encontrar uma saída para o atual Protocolo de Kyoto, de 1997, que obriga todas as nações industrializadas, exceto os EUA, a cortar as emissões em pelo menos 5,2% abaixo dos níveis de 1990, no período de 2008 a 2012.
A exemplo de 2009, na COP-15 em Copenhague, o principal entrave da reunião foi a diferença entre os países ricos e os considerados emergentes. Os governos em desenvolvimento costumam cobrar metas mais ambiciosas de redução das emissões de gases-estufa de parte dos desenvolvidos que, por sua vez, argumentam que o comprometimento precisa ser de todos. Em 2009, os países ricos se comprometeram a repassar US$ 30 bilhões até 2012 e criar um financiamento de longo prazo para chegar a investimentos de US$ 100 bilhões anuais em 2020, mas até agora a promessa não saiu do papel.
Um estudo feito pelo Projeto Global de Carbono, criado em 2001, relata que as emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos gases que mais contribuem para o aquecimento global, devem subir cerca de 3% em 2010 e chegar ao nível mais elevado registrado na história, caso a economia continue no atual ritmo de crescimento. A criação de um mecanismo para combater o desmatamento nos países com grandes florestas era a grande esperança da COP-16. A REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), só deverá sair do papel caso haja uma decisão em outras áreas, como mitigação, adaptação e financiamento.
Brasil parte pra cima
O Brasil foi para a 16ª Convenção sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP16), em Cancún, para cobrar resultados de outras nações. Motivado pela boa atuação na COP10 de biodiversidade, em Nagoya, no Japão, pelo cumprimento das metas voluntárias de redução de emissão dos gases de efeito estufa e do desmatamento na Amazônia, a delegação brasileira espera ter um papel de destaque nas negociações. O Brasil enviou um relatório a ONU, na qual pretende cortar as emissões de gases de 36% a 39% até 2020, em comparação com os níveis de 2005.
Um levantamento feito pelo governo brasileiro e publicado na COP-16, traz a redução do desflorestamento na Amazônia, de mais de 27 mil quilômetros quadrados em 2004 para menos 6,5 mil quilômetros quadrados este ano. “É a maior redução de emissão feita por qualquer país em qualquer lugar do planeta”, diz a Eco, publicação diária feita por ambientalistas. O Brasil espera dar um grande salto também em sua matriz energética, tornando-se 93% renovável em 2050. A conclusão é de um relatório elaborado pelo Greenpeace e divulgado semana passada em Cancún.
Nicomex Notícias - Redação
nicomex@nicomex.com.br
Fonte: Nicomex Notícias
Um estudo feito pelo Projeto Global de Carbono, criado em 2001, relata que as emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos gases que mais contribuem para o aquecimento global, devem subir cerca de 3% em 2010 e chegar ao nível mais elevado registrado na história, caso a economia continue no atual ritmo de crescimento. A criação de um mecanismo para combater o desmatamento nos países com grandes florestas era a grande esperança da COP-16. A REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), só deverá sair do papel caso haja uma decisão em outras áreas, como mitigação, adaptação e financiamento.
Brasil parte pra cima
O Brasil foi para a 16ª Convenção sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP16), em Cancún, para cobrar resultados de outras nações. Motivado pela boa atuação na COP10 de biodiversidade, em Nagoya, no Japão, pelo cumprimento das metas voluntárias de redução de emissão dos gases de efeito estufa e do desmatamento na Amazônia, a delegação brasileira espera ter um papel de destaque nas negociações. O Brasil enviou um relatório a ONU, na qual pretende cortar as emissões de gases de 36% a 39% até 2020, em comparação com os níveis de 2005.
Um levantamento feito pelo governo brasileiro e publicado na COP-16, traz a redução do desflorestamento na Amazônia, de mais de 27 mil quilômetros quadrados em 2004 para menos 6,5 mil quilômetros quadrados este ano. “É a maior redução de emissão feita por qualquer país em qualquer lugar do planeta”, diz a Eco, publicação diária feita por ambientalistas. O Brasil espera dar um grande salto também em sua matriz energética, tornando-se 93% renovável em 2050. A conclusão é de um relatório elaborado pelo Greenpeace e divulgado semana passada em Cancún.
Nicomex Notícias - Redação
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Fonte: Nicomex Notícias








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