Uma nova forma de energia renovável está sendo usada no Oeste do Paraná. Produtores rurais, que aprendem desde cedo que o seu trabalho depende do próprio esforço, descobriram uma nova fórmula para dar um fim aos detritos produzidos por suínos e aves. Por conta disso, o esterco desses animais está sendo usado na geração de energia à biogás. Essa nova forma, além de gerar energia, ainda contribui para o meio-ambiente evitando a emissão de metano, um dos gases mais danosos ao efeito estufa.
No Paraná existem hoje oito microtermelétricas a biogás que fazem parte do esforço da Coordenadoria de Energias Renováveis de Itaipu, em reduzir a proliferação de algas no Rio São Francisco Verdadeiro, principal rio que abastece o reservatório da usina e que está poluído devido aos detritos que são jogados como lixo. Além de fezes, fertilizantes químicos são dispensados no local e favorecem a multiplicação de algas no fundo que se decompõem, produzindo o gás metano.
Em entrevista ao Nicomex Notícias, Cícero Bley, superintendente de Energia Renováveis de Itapiu, diz que a principal saída para as emissões de gases nos rios é incentivar os criadores e produtores, explicando que as fezes de seus animais podem virar renda extra para a família. “O órgão mais sensível de quem produz é o bolso. A diferença entre o lucro e o prejuízo de uma atividade muitas vezes se encontra em uma gestão eficaz dos resíduos”, completa Cícero. De acordo com o superintendente de Itaipu, esterco é matéria orgânica e está propondo fortalecer esta atividade, como novo componente da economia rural.
Biogás é usado para produção de cacau na Bahia
Uma comunidade de assentados da reforma agrária do sul da Bahia já utiliza gás gerado pela decomposição de fezes de animais, o biogás, para a produção de cacau. Com o uso do gás, os produtores não precisam mais queimar madeira da Mata Atlântica para secar o cacau. Apesar de ser feito da decomposição do esterco, o gás não tem cheiro, segundo Luis Souto Silva, coordenador da organização não-governamental Jupará, que atua no projeto. “É um combustível limpo, tanto que eles usam em casa para cozinhar”, afirma Luiz ao site PrimaPágina.
A comunidade de Cascata, próxima ao município de Aureliano Leal, no sul da Bahia, sobrevive, como boa parte dos moradores da região, da produção de cacau. São 40 famílias, mais de 350 pessoas, que trabalham na plantação e criam por volta de 60 cabeças de gado em 580 hectares de terra. Anualmente, elas produzem cerca de 80 toneladas de cacau, que é vendido com o certificado do Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento por ter sua produção feita sem o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos.
Por Rodrigo Leitão
rodrigo.leitao@nicomexnoticias.com.br
Fonte: Nicomex Notícias
Em entrevista ao Nicomex Notícias, Cícero Bley, superintendente de Energia Renováveis de Itapiu, diz que a principal saída para as emissões de gases nos rios é incentivar os criadores e produtores, explicando que as fezes de seus animais podem virar renda extra para a família. “O órgão mais sensível de quem produz é o bolso. A diferença entre o lucro e o prejuízo de uma atividade muitas vezes se encontra em uma gestão eficaz dos resíduos”, completa Cícero. De acordo com o superintendente de Itaipu, esterco é matéria orgânica e está propondo fortalecer esta atividade, como novo componente da economia rural.
Biogás é usado para produção de cacau na Bahia
Uma comunidade de assentados da reforma agrária do sul da Bahia já utiliza gás gerado pela decomposição de fezes de animais, o biogás, para a produção de cacau. Com o uso do gás, os produtores não precisam mais queimar madeira da Mata Atlântica para secar o cacau. Apesar de ser feito da decomposição do esterco, o gás não tem cheiro, segundo Luis Souto Silva, coordenador da organização não-governamental Jupará, que atua no projeto. “É um combustível limpo, tanto que eles usam em casa para cozinhar”, afirma Luiz ao site PrimaPágina.
A comunidade de Cascata, próxima ao município de Aureliano Leal, no sul da Bahia, sobrevive, como boa parte dos moradores da região, da produção de cacau. São 40 famílias, mais de 350 pessoas, que trabalham na plantação e criam por volta de 60 cabeças de gado em 580 hectares de terra. Anualmente, elas produzem cerca de 80 toneladas de cacau, que é vendido com o certificado do Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento por ter sua produção feita sem o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos.
Por Rodrigo Leitão
rodrigo.leitao@nicomexnoticias.com.br
Fonte: Nicomex Notícias








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