EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO AVANÇA NA AMAZÔNIA


A Petrobras anunciou na última semana a descoberta de uma reserva de petróleo leve, de boa qualidade, e gás natural na Amazônia, no município de Tefé, distante 630 quilômetros de Manaus. A confirmação aconteceu logo após a realização dos testes de longa duração (TLD) no poço exploratório Igarapé Chibata número 1. Além de ter petróleo leve e não apenas gás, como a maioria das descobertas na Região Amazônica, o poço está a 35 quilômetros da província petrolífera de Urucu, onde a estatal já produz gás natural.

Localizado na bacia terrestre em plena Amazônia, o poço está no bloco SOL-T-171, do qual a Petrobras detém 100% de participação dos direitos de exploração e produção. Segundo a estatal, os testes realizados indicam capacidade de produzir 2.500 barris de óleo por dia, considerado um resultado expressivo levando em consideração o tipo de bacia. Vale lembrar que a companhia já detém três campos produzindo petróleo e gás natural no Município de Coari.

A Petrobras explora petróleo na Amazônia desde 2005 e por conta dessa nova descoberta, a estatal confirma a retomada dos investimentos exploratórios efetuados na região. Em entrevista ao Nicomex Notícias, o especialista em Análise de Risco e Gestão Ambiental, Roberto Roche, alerta que a exploração nesta área requer atenção redobrada. “É uma área de alta sensibilidade ambiental. O cuidado tem que ser mais do que dobrado e se faz necessário uma análise de risco ambiental muito bem elaborada avaliando todos os possíveis cenários de acidentes e um trabalho de prevenção diferenciado” – afirma.

Petrobras realiza simulado na região
Dias após o anúncio, a Petrobras divulgou que está realizando na região um simulado de vazamento nos rios Negro e Amazonas, em Manaus. O exercício consistirá na simulação do encalhe de uma balsa transportadora de óleo combustível, que despejará o correspondente a 800 mil litros no leito do rio Negro. Segundo a estatal , essa medida representa uma preocupação da companhia, porém não impede 100% de um possível vazamento devido à exploração de óleo nessa região.

Para Roberto Roche, os simulados e treinamentos são sempre bem vindos e necessários. Ele destaca que é muito complicado “remediar” vazamentos em rios na Amazônia, por conta da velocidade da correnteza e o difícil acesso a vários igarapés, onde o óleo se espalha. Apesar dessas dificuldades, Roche acredita nas equipes de pronto atendimento no Brasil, e nas equipes que realizam as análises de risco. “Acredito que estamos preparados para explorar, de forma segura, petróleo na Amazônia” – finaliza o especialista.

Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br

Fonte: NicomexNotícias

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