O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, afirmou nesta sexta-feira, 29, que a empresa planeja se tornar a maior produtora de etanol no Brasil até 2015, alcançando 12% do mercado nacional. Atualmente, a companhia ocupa o terceiro lugar, com 5,3% da produção no País. A Cosan-Shell lidera, com 7%. O Plano de Negócios 2011-2015, anunciado na última sexta-feira, prevê investimentos de US$ 4,1 bilhões em biocombustíveis até 2020, dos quais US$ 1,9 bilhão voltados para a produção de etanol. "Claro que o álcool é rentável, os usineiros estão dominando o Brasil a 450 anos", completou Gabrielli.
Diesel
O Brasil deverá se tornar autossuficiente em diesel até 2015, chegando à mesma situação em relação à gasolina em 2018 ou 2019, afirmou o presidente da Petrobrás. Até lá, completou, a companhia continuará importando o combustível para dar conta da crescente demanda do País. "A Petrobrás pode importar e vai importar, porque tem compromisso de não deixar faltar gasolina. Este ano já importamos o equivalente a 3 dias de abastecimento e no segundo semestre vamos importar mais", reafirmou o executivo.
Segundo ele, as refinarias da empresa - que detém 100% do refino no País - estão operando no limite, a 92% da capacidade instalada. "A demanda por gasolina cresceu 19% em 2010, este ano já aumentou 7%. Cresce mais do que o PIB", acrescentou. Para Gabrielli, o estrangulamento da produção é uma das "boas dores do crescimento econômico". De acordo com ele, os estoques de combustível no País estão em níveis adequados, mas, de qualquer forma, o consumidor não é afetado pela importação.
Fertilizantes
Gabrielli afirmou que a companhia também tem planos de expandir a produção de fertilizantes nitrogenados no País. O executivo, porém, evitou comentar as negociações da empresa com a Vale a respeito da produção de potássio em Sergipe. "Não podemos falar de negociações potenciais, mas estamos fazendo três plantas de produção de ureia e amônia, que vão levar o Brasil a ser autossuficiente em amônia em 2015 e reduzir pela metade a importação de ureia no mesmo ano", afirmou Gabrielli, citando empreendimentos nos Estados do Mato Grosso, Minas Gerais e Espírito Santo.
Segundo ele, elevar a produção de fertilizantes é estratégico para o mercado de gás natural no Brasil. "Atualmente, mais da metade do mercado nacional de gás depende da expectativa de chuva, então você não tem certeza nunca qual é a quantidade de gás que vai ser usada em termoelétricas. O objetivo é melhorar a rentabilidade para a Petrobrás", completou. Produzir fertilizantes seria uma forma de otimizar o consumo do gás produzido pela própria Petrobrás.
Capitalização
Apesar de os investimentos previstos pela Petrobrás até 2015, de US$ 224,7 bilhões, demandarem captação de US$ 67 bilhões a US$ 91 bilhões, o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, descartou uma nova capitalização da companhia, a exemplo da ocorrida em 2010. "Estamos tranquilos do ponto de vista financeiro. Não é possível garantir os recursos que a Petrobrás precisa apenas no mercado interno, mas o mercado externo estará aberto", disse Gabrielli. Ele lembrou que a companhia conseguiu captar US$ 6,5 bilhões em janeiro de 2009, no auge da crise financeira internacional. Segundo Gabrielli, a empresa só não terá acesso a financiamentos no mercado "se o mundo acabar". "Somos uma empresa que está crescendo, com enorme potencial físico no pré-sal, com mercado interno em expansão onde dominamos", acrescentou.
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