A última semana no setor de gás natural começou com a notícia de que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vai realizar estudos para mensurar a necessidade de novos gasodutos no País, que devem ficar prontos no ano que vem. A informação foi dada pelo presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, que não descarta a realização de licitações de gasodutos caso a EPE indique a necessidade de novas instalações para o transporte de gás. Porém, ele observou que a atual malha de gasodutos do País parece adequada para lidar com as atuais demandas de transporte de gás.
Ainda na segunda-feira, dia 07, o jornal Clarín divulgou que empresas estatais de energia da Argentina e da Venezuela planejam construir a infraestrutura necessária para a Argentina importar gás natural liquefeito (GNL) a partir de um terminal em 2011. Este é o terceiro terminal de GNL planejado pelo governo para ser construído em 2011. A argentina Enasa e a venezuelana PDVSA planejam construir um píer no porto de Punta Alta, na província de Buenos Aires, para que a Argentina possa descarregar o GNL de navios ancorados. O plano faz parte do esforço da Argentina para aumentar a oferta de gás natural em um período de produção local fraca e demanda crescente.
Na quarta-feira, dia 09, a diretora de gás e energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que o Brasil voltou a registrar picos de consumo de gás natural devido à retomada da atividade industrial. De acordo com a diretora da estatal, foi registrado, somente na terça-feira, dia 08, o consumo de 40 milhões de metros cúbicos de gás. "Desde 2008, não registrávamos picos como este", disse Maria das Graças. Segundo ela, em nenhum momento de 2009 o consumo diário atingiu o patamar de 40 milhões de metros cúbicos por dia. Dessa forma, a demanda já retomou patamares registrados antes da fase mais aguda da crise financeira, iniciada em setembro de 2008.
A diretora informou ainda que a estatal deverá definir até março do próximo ano a solução logística que será aplicada para escoar o gás natural que será produzido, associado ao petróleo, no campo de Tupi, na camada pré-sal. Graça Foster afirmou que hoje, por uma questão de flexibilidade, há uma certa preferência para a construção de terminais offshore de liquefação do gás, ao lado das plataformas de produção. Nessas unidades, a Petrobras poderia transformar, ainda no mar, o gás em líquido, o que facilitaria seu transporte por meio de navios, tanto para a exportação quanto para a venda no próprio mercado brasileiro. Outra possibilidade também em estudo pela empresa, consiste na construção de grandes gasodutos para transportar o gás até terra firme.
Ainda na quarta-feira, dia 10, o presidente da empresa PetroChina, Zhou Jiping, afirmou que o consumo de gás natural representará 10% do consumo anual de energia primária da China em 2020, um aumento considerável em comparação com a proporção atual de 3,9%. A demanda chinesa de gás natural aumentará significativamente nos próximos 10 anos. O país chegará a consumir por ano 300 bilhões de metros cúbicos desse combustível até 2020, calculou Zhou durante a Conferência Internacional sobre Petróleo e Gás, realizada em Beijing. O aumento anual das reservas comprovadas de gás natural da PetroChina ultrapassou 400 bilhões de metros cúbicos nos últimos três anos, disse o presidente da PetroChina.
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br
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