A última semana no setor de gás natural começou com a notícia de que a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, afirmou que a empresa tem grandes expectativas em ultrapassar as metas de vendas da distribuidora Gas Brasiliano, que se comprometeu com a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) a atingir a venda de 1,2 milhão de metros cúbicos por dia em 2014. A empresa, que está sendo comprada pela estatal junto à italiana Eni, vende hoje uma média de 560 mil metros cúbicos por dia. Graça não detalhou os planos da Petrobras para a empresa, mas adiantou que há grande potencial para geração de energia elétrica na área de concessão da Gas Brasiliano.
Na terça-feira, dia 01, uma polêmica envolvendo municípios pernambucanos foi divulgada na mídia. As Prefeituras de Itaquitinga, Goiana, Paulista, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho vêm recebendo dinheiro não carimbado, sem uma aplicação específica. Esse dinheiro começou a ser pago em 2006 e tem origem nos chamados royalties do gás natural, que são os valores pagos para a exploração do recurso. O Estado, porém, não é produtor do gás natural e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) vem conseguindo derrubar o repasse dessas verbas na Justiça Federal.
Para os moradores, a verba adicional, que gira em torno de R$ 600 mil, é bastante útil. “A gente não tinha saneamento, escolas de qualidade. Agora, a gente tem tudo isso”, conta a auxiliar de serviços gerais Maria José Barbosa. A Prefeitura informa que o recurso tem sido usado na construção de praças, em calçamento, reforma de prédios. O município não produz gás, mas possui instalado um city gate, uma base construída para transferir gás não natural, mas já processado para as concessionárias, do que fazer a distribuição. Quando o Estado começou a receber os royalties, em 2006, 11 municípios recebiam a verba, mas, aos poucos, a ANP conseguiu suspender o recebimento de seis cidades, incluindo Itambé, também na Mata Norte.
Na quarta-feira, dia 02, ocorreu uma fuga de gás natural num reservatório subterrâneo da Galp Energia, em Sines, tendo já sido resolvida, sem causar danos materiais, nem pessoais, informaram os bombeiros e a Proteção Civil Municipal. O reservatório passava por uma reparação. “Foi tirada uma válvula de segurança e, nestes casos, coloca-se um vedante temporário, só que, desta vez, não vedou e provocou uma pequena fuga”, explicou o vereador. A ocorrência não causou danos, nem feridos, e o cheiro a gás não foi sentido pela população, porque os ventos levaram-no para o mar.
Mudanças nos contratos de fornecimento
Quase terminando a semana, a diretora da Petrobras, Graça Foster, informou que a Petrobras vai propor mudanças aos contratos de fornecimento de gás natural para as distribuidoras de gás canalizado. O objetivo é aproveitar a maior flexibilidade da oferta, com gás que não estiver sendo usado para térmicas, para baixar a média de preços do combustível. Os contratos vencem em 2012, mas já no ano que vem, a estatal quer começar a negociar os novos termos. As distribuidoras brasileiras pagam hoje o dobro do preço vigente no mercado de curto prazo americano, que vem sofrendo com o excedente de oferta após a conclusão de projetos de gás natural liquefeito ao redor do mundo e com a tecnologia de produção de gás de xisto nos Estados Unidos. Para especialistas, os altos preços nacionais dificultam a busca por novos clientes.
Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br
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