A energia geotérmica é produzida de rochas derretidas no subsolo (magma), que aquecem a água dos lençóis freáticos no local. A água contida nos reservatórios subterrâneos pode aquecer ou mesmo ferver quando em contato com a rocha quente, atingindo cerca de 148ºC. Existem locais, as furnas, onde a água quente sobe até a superfície terrestre em pequenos lagos. Essa água é utilizada para aquecer prédios, casas ou piscinas no Inverno, e até para produzir eletricidade.
Em alguns locais do planeta, há tanto vapor e água quente que é possível produzir energia elétrica. Para isso, abrem-se furos fundos no chão até chegar aos reservatórios de água e vapor, que são drenados até á superfície, por meio de tubos e canos apropriados. Através destes tubos, o vapor é conduzido até a central elétrica geotérmica. Tal como numa central elétrica normal, o vapor faz girar as lâminas da turbina como uma ventoinha. A energia mecânica da turbina é transformada em energia elétrica através do gerador.
A diferença destas centrais elétricas é que não é necessário queimar combustível para produzir eletricidade. Após passar pela turbina o vapor é conduzido para um tanque onde vai ser arrefecido. A água é de novo canalizada para o reservatório onde será naturalmente aquecida pelas rochas quentes.
A extração dessa energia só é possível acontecer em poucos lugares. Alem disso, é muito caro perfurar a terra para chegar às rochas aquecidas.
A principal vantagem deste tipo de energia é a escala de exploração, que pode ser adequada às necessidades, permitindo o seu desenvolvimento em etapas, à medida que aumenta a demanda. Uma vez concluída a instalação, os seus custos de operação são baixos. Já existem algumas dessas centrais encravadas em zonas de vulcanismo, onde a água quente e o vapor afloram à superfície ou se encontram em pequena profundidade.
Outras vantagens desta fonte de energia são o fato de não ser poluente e das centrais não necessitarem de muito espaço, de forma que o impacto ambiental é bastante reduzido. Todavia, ao perfurar as camadas mais profundas, é possível que sejam libertados gases e minerais perigosos, o que pode colocar em risco a segurança das pessoas que vivem e trabalham perto do local.
Na Islândia, que é um país localizado muito ao Norte, próximo do Círculo Polar Ártico, com vulcanismo intenso, onde a água quente e o vapor afloram à superfície ou se encontram em pequena profundidade, há uma grande quantidade de energia geotérmica aproveitável e a energia elétrica é gerada a partir desta. As usinas elétricas aproveitam esta energia para produzir água quente e vapor. O vapor aciona as turbinas que geram quase 3.000000 joules de energia elétrica por segundo e a água quente percorre tubulações até chegar às casas.
Pelo fato de só existir essa energia perto de vulcões, são poucos os países que a geram: Nicarágua, Quênia, El salvador, México, Chile, Japão, e França. Sendo assim, o uso deste tipo de energia é difícil na grande maioria dos países. Nos Estados Unidos há usinas deste tipo na Califórnia e em Nevada.
Na Califórnia existem 14 locais onde se pode produzir eletricidade a partir da energia geotérmica. Alguns deles ainda não são explorados porque os reservatórios subterrâneos de água são pequenos e estão muito isolados ou a temperatura da água não é suficientemente quente. A energia elétrica gerada por este sistema na Califórnia é suficiente para abastecer 2 milhões de casas.
O calor das rochas subterrâneas que ficam próximas a vulcões já supre 30% da energia elétrica consumida em El Salvador e 15% nas Filipinas, que fica situada nas proximidades do cinturão de fogo do Pacífico (área onde ocorre o encontro de placas tectônicas e os terremotos e vulcões são freqüentes).
No Brasil não temos possibilidade do aproveitamento geotérmico. Temos apenas algumas fontes de água quente que chegam ao máximo a 51 ºC em Caldas Novas, no estado de Goiás. Temperatura essa, insuficiente para qualquer aproveitamento energético a não ser para banhos, no próprio local, o que é mais comum.
Por Alexandre Guimarães, fonte: Nicomex








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