Esse tipo de energia é obtida através da fissão nuclear dos átomos de urânio-235. Diante disso, usinas nucleares suscitam temor por serem associadas à bomba atômica. No entanto, o medo é infundado.
Ao contrário do que ocorre em bombas atômicas, em um reator, as reações de fissão em cadeia são controladas e o risco de explosão nuclear não existe. Apesar disso, a atividade das usinas nucleares oferece risco de vazamento na atmosfera de material radioativo. A probabilidade é ínfima, da ordem de um acidente a cada 10 milhões de anos, segundo dados da Eletronuclear, estatal que controla as usinas de Angra 1 e 2. No entanto, um improvável acidente pode ser catastrófico, como mostra o exemplo de Chernobyl.
Como conhecido pela química, um átomo é constituído de um núcleo onde estão situados dois tipos de partículas: os prótons que possuem cargas positivas e os nêutrons que não possuem carga. Em torno do núcleo, há uma região denominada eletrosfera, onde se encontram os elétrons que têm cargas negativas. Átomos do mesmo elemento químico, que possuem o mesmo número de prótons e diferentes número de nêutrons são chamados isótopos.
O urânio possui dois isótopos: 235U e 238U. O 235U é o único capaz de sofrer fissão, sendo que na natureza só é possível encontrar 0,7 % deste tipo de isótopo. Para ser usado como combustível em uma usina é necessário enriquecer o urânio natural. Um dos métodos é “filtrar” o urânio através de membranas muito finas. O 235U é mais leve e atravessa a membrana primeiro do que o 238U. Esta operação tem que ser repetida muitas vezes e é um processo muito caro e complexo. Por isso, poucos países possuem esta tecnologia para escala industrial.
O urânio é colocado em cilindros metálicos no núcleo do reator que é constituído de um material moderador (geralmente grafite) para diminuir a velocidade dos nêutrons emitidos pelo urânio em desintegração, permitindo as reações em cadeia. O resfriamento do reator do núcleo é realizado através de líquido ou gás que circula através de tubos, pelo seu interior. Este calor retirado é transferido para uma segunda tubulação onde circula água. Por aquecimento esta água se transforma em vapor (a temperatura chega a 320°C) que vai movimentar as pás das turbinas que movimentarão o gerador, produzindo eletricidade. Depois este vapor é liquefeito e reconduzido para a tubulação, onde é novamente aquecido e vaporizado.
Por Alexandre Guimarães, fonte: Nicomex








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