VOTAÇÃO DO PRÉ-SAL É DESTAQUE DA SEMANA

O início da última semana teve como destaque a notícia de que o governo Lula está correndo contra o tempo para que a Câmara dos Deputados aprove nos próximos dias, o projeto que institui o modelo de partilha de produção na área do pré-sal e, assim seja evitado um grande revés para o próprio presidente. Se não for votado até o dia 16 deste mês, antes do recesso parlamentar, o novo marco regulatório só voltará a ser apreciado em novembro, após as eleições — e não há garantia de que, então, a votação de fato ocorra. Com isso, o governo não poderá retomar ainda este ano as licitações de campos na plataforma continental sob as novas regras do jogo, atrasando o cronograma de novas descobertas de óleo para o país.

Apesar da urgência, a votação do projeto de lei foi adiado mais uma vez, ficando, agora, para depois das eleições. O adiamento foi proposto pelo próprio líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), sob a alegação de quórum baixo neste período eleitoral e obstrução "selvagem" da oposição, o que exigiria um número maior de deputados da base governista para garantir a aprovação. Enquanto não for aprovado o novo marco regulatório do pré-sal, estão suspensos os leilões para exploração em campos nessas áreas, por determinação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). ). "À medida que adiamos a votação, adiamos os leilões. Seria de bom alvitre apressarmos a votação", afirmou o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia.

Na quarta-feira, dia 7, destaque para a declaração do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, de que os estudos feitos pela certificadora Gaffney, Cline & Associates (GCA) na camada pré-sal já sinalizam que as reservas do poço Franco, um dos candidatos a ser usado na capitalização da Petrobras, devem superar as projeções iniciais da Agência. A ANP inicialmente calculava que o poço teria 4,5 bilhões de barris de petróleo. “Pode ser mais do que isso. As últimas notícias que temos é de que aumentaram os nossos prognósticos”, disse.

Com isso, Lima afirmou que o poço Franco “está cada vez mais próximo” de ser definido como o poço que será usado na cessão onerosa que a União fará de reservas de 5 bilhões de barris de petróleo à Petrobras dentro do processo de capitalização da empresa. Lima está preocupado com a demora do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em aprovar a realização pela ANP da 11ª rodada de licitações de áreas de produção petrolífera.

Senado aprova criação da nova estatal

Já no final da semana, a questão sobre o marco regulatório voltou à cena com a notícia de que o Senado aprovou a criação da Pré-Sal Petróleo (PP-SA), nova estatal que vai gerir a exploração do petróleo na área do pré-sal. A intenção do governo era que o nome da nova estatal fosse Petro-Sal, mas já existe uma empresa com esse nome no Rio Grande do Norte. Segundo o governo, a estatal será pequena, com até 130 funcionários. Os conselheiros terão mandato fixo e os diretores passarão por período de quarentena ao deixar a empresa. O texto agora vai à sanção presidencial. Assim que começar a ter receita própria com a exploração do pré-sal, os funcionários da nova estatal vão receber salários regulados pelo mercado do petróleo.

Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Free Website templatesFree Flash TemplatesRiad In FezFree joomla templatesSEO Web Design AgencyMusic Videos OnlineFree Wordpress Themes Templatesfreethemes4all.comFree Blog TemplatesLast NewsFree CMS TemplatesFree CSS TemplatesSoccer Videos OnlineFree Wordpress ThemesFree Web Templates
Subir